Das leituras da semana de 15 de Setembro, refiro os artigos que mais me tocaram quer pela positiva quer pela negativa.
Do Expresso:”Dia Mundial da Democracia” de João Carlos Espada, onde se faz referência ao 1º Dia Mundial da Democracia, ao facto de se assitir, no século XX, ao progresso da democracia no mundo, facilitado por instituições internacionais fundadas em valores liberais, tais como a NATO, a União Europeia e a Organização para a Segurança e Cooperação Europeias.
“Razões de um País pouco democrático”, de Henrique Monteiro. Esta artigo centrado no funcionamento da democracia, faz alusão à frase proferida pela Dra Manuela Ferreira Leite, nos Açores, de que no Continente não há democracia. Ora, segundo o autor o que se passa é que a nossa democracia é de muito má qualidade. No passado os portugueses não falavam porque tinham medo de perder a liberdade, agora não falam porque têm medo de perder o negócio. E, mais adiante explica as razões desta forma de estar, desde logo, o vivermos sempre da pequena cunha, da multa perdoada, do sucesso porque se conhece o líder. Muitos devem o emprego e o negócio.
Do Público, dois artigos, um de 19 de Setembro, “Democracia e Deus”, de Luís Campos e Cunha, do qual cito o primeiro parágrafo: “Os nossos líderes nacionais estão a enviar [os nossos filhos para o Iraque] para uma tarefa que vem de Deus… é que há um plano e este plano é um plano de Deus”. Esta frase do New York Times é de Sarah Palin, candidata conservadora à vice-presidência dos Estados Unidos
No fim, deste excelente texto, onde se analisa a relação reliogiosa com a escolha política, ressalto o seguintes aspecto: “Já não bastava saber-se que a candidata só tem passaporte desde há um ano, o que implica não conhecer o mundo. Mas travestir uma discussão da esfera política para a esfera do religioso é um precedente perigoso. Perigoso para o ocidente e para a democracia, que não deve ser confundida com uma opção religiosa contra alguém.
O outro artigo de 21 de Setembro, “Sarah Palin e a violência sagrada”, da responsabilidade de Faranaz Keshavjee (Estudiosa de temas islâmicos). Neste artigo a autora refere que, num debate do Dataline London, da BBC, alguém disse que Sarah Palin lembra uma extremista muçulmana. Apesar sdo seu ar moderno, óculos fashion e roupas ocidentais, o seu discurso recorda o dos terroristas absolutistas muçulmanos. Por fim, conclui que precisamos neste mundo conturbado de encontrar lideranças que promovam políticas de esperança e não de violência sagrada. Essa a única verdade que importa sacralizar.
Por fim deixo dois registos, um da Antena 1, de 19 de Setembro. Quando sintonizava a estação, cerca das 19h00 ouvi um debate semanal com a participação do Carlos Magno e outros comentadores; num dado momento da discussão sobre o aumento do preço do petróleo, o Carlos Magno afirma que para ele o que a Comunicação Social devia fazer era explicar as razões do aumento do petróleo e não andar por aí a entrevistar nas gasolineiras os cidadãos que só podem responder às perguntas com respostas de indignação, estão a mexer no seu bolso. De facto, a Comunicação Social deveria ser mais formativa e menos bombástica e alarmista.
Sendo leitora assídua dos jornais diários, em especial o Público, não li a notícia sobre o passe para todos os estudantes (4/18 anos), que entrou em vigor no início do ano lectivo 2008-2009. Espero ter sido uma falha da minha parte, doutra forma seria muito grave que uma boa notícia não fosse notícia para o Público, jornal que leio todos os dias.
Ana Sousa