Das minhas leituras dos jornais

 

O lema desta semana é não perder a esperança. Desta feita, a selecção efectuada vai neste sentido.

Do Expresso de 27 de Setembro, realço o artigo “Farto de más notícias, eis quatro boas”, de Nicolau Santos, onde se encontram alguns factos que ajudarão por certo a elevar a nossa auto-estima.

Destes, só realçamos três, o Prémio Ideias Verdes entregue pela Impresa e a Água do Luso, aos responsáveis por um projecto pioneiro; trata-se da utilização de cabras, controladas por cercas, que devoram todos os resíduos florestais que estão na origem dos fogos. Os testes-pilotos aplicados na serra de Sintra e em Grândola foram um sucesso, estando previsto o primeiro projecto de maior dimensão nas serras de Aires e Candeeiros.

Esta iniciativa combina a modernidade com a ruralidade a ecologia e a defesa do ambiente. As cercas que controlam a zona onde se encontram as cabras são alimentadas por energia solar e cada animal tem um chip na coleira, que permite a sua localização via GPS num telemóvel.

O outro, não menos importante, é da responsabilidade do MEP-Movimento Esperança Portugal, diz respeito a um livro editado por este movimento, fazendo referência a 52 razões de esperança. Das quais são salientadas, no artigo de NS, a empresa Critical Software que criou uma solução informática que ajudou no alargamento do espaço Shengen em 2007.

Ainda, do mesmo livro, temos:

  • Portugal tem a mais baixa taxa de mortalidade infantil da Europa e a 4ª do mundo;
  • Há tecnologia portuguesa concebida na Efacec no novo laboratório espacial europeu Columbus;
  • Os produtos de alta tecnologia já representam 15% das exportações nacionais.
  • O PIB “per capita” passou de 7 mil euros em 1986 para cerca de 17 mil euros em 2006;
  • Em menos de um século a esperança de vida duplicou;
  • Nos últimos 50 anos, o número de mulheres licenciadas passou de 11 mil para 600 mil.

A terceira boa ideia que aqui registamos é o projecto da produção de electricidade a partir da energia das ondas do mar que transforma Portugal no 1º país em todo o mundo com capacidade para tal. Ainda faltam 15 a 20 anos para que se confirme o sucesso do projecto, mas fica a pergunta. Quando é que estivemos na vanguarda de alguma tecnologia?

 

Noutro registo, temos do Público de 26 de Setembro as “Estrelas de Hollywood eram pagos para fumar”, de D..F.

Já não há muitos actores que hoje apareçam nos ecrãs a fumar, grande parte dos estúdios baniram o tabaco dos seus filmes. Contudo, nem sempre foi assim. Documentos secretos das décadas de 1930 a 1950, revelados agora, confirmam que os actores que vimos nos filmes a fumar não o faziam de borla. A indústria do tabaco servia-se dos actores com melhores resultados de bilheteira para publicitar o seu uso. Para tal, pagavam quantias elevadas. Só entre 1937/38, os actores Gary Cooper, Joan Crawford e Clark Gable receberam 146 mil dólares cada.

Para além do cinema, estes actores participavam em anúncios publicados nos jornais, fazendo a apologia ao consumo de cigarros, salientando as suas propriedades relaxantes e o seu sabor. Era uma forma pioneira do lucrativo fenómeno actual product placement, em que as empresas de refrigerantes e outros produtos alimentares ligam os seus produtos a um blockbuster ou a uma série de televisão. No século passado, havia uma permuta entre os estúdios e a indústria do tabaco, uns publicitavam os filmes e os outros usavam Hollywood para vender a sua marca e convencer o público de que fumar não trazia prejuízos à saúde.

 Ana Sousa

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