O 25 de Abril e o 1º de Maio transportam, em si, uma certa nostalgia de um passado carregado de ilusões, digo mesmo de utopias.
Era o início de um novo ciclo político e, com ele a Liberdade.
Neste início de Maio, os jornais e a televisão dão-nos conta de algumas perplexidades:
1. O incidente com o Vital Moreira no desfile do 1º de Maio;
2. A notícia sobre o Sindicato das Telecomunicações e Audiovisual que em Abril comunicou a uma das suas trabalhadoras (única funcionária de limpeza) a cessação do seu contrato de trabalho, alegando a extinção do posto de trabalho, nos termos do Código do Trabalho;
3. A mudança de linha editorial do Mário Crespo, que passou de um tempo favorável ao partido do governo, para seu crítico “feroz”, recorde-se a entrevista ao ministro Silva Pereira, por causa do caso Freeport. Tudo isto porque há muito esperava a sua nomeação para Washington, vindo acontecer que o escolhido foi Carneiro Jacinto.
Palavras para quê? Os actos ficam com quem os pratica.
Fica um aviso, nem tudo o que parece é. Afinal onde mora a Liberdade?
Ana de Sousa

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