Monthly Archives: Outubro 2008

Os quatro cavaleiros do apocalipse…

…E o quarto Cavaleiro vem da América!

Sem comentários, aqui deixo um vídeo do Jornal ” O Público”, onde  Sara Palin, candidata a Vice-Presidente dos EUA, nos deixa atónitos com as afirmações que faz.

Não faço qualificações, as que são feitas no vídeo, são suficientes!

Apenas a minha crença, de que este  MUNDO, PRECISA URGENTEMENTE, de mudar os rumos.

Esta notícia, bem que podia ilustrar as recentes propostas, para a proposta de novo modelo de avaliação dos nossos estudantes : Passagens administrativas até ao 9º ano!

Por este caminho, qualquer dia, teremos, não uma, mas muitas e muitos “Saras Palins” a dizer coisas destas!

Amen.

Ulisses Neves Pinto

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A Liberdade de Expressão acarreta males e males não pequenos, mas…

…Mas os males que resultam da Disciplina de Voto são mais e MAIORES! 

A democracia constroi-se a partir do envolvimento de cada um de nós, na discussão e na participação, nos grandes momentos, nos desafios que o processo democrático nos vai lançando.bordalo_ze_deputad

Embora o Orçamento de Estado tenha absorvido a “questão da disciplina de voto”, a sua discussão é fundamental, para que se possam aferir comportamentos democrático-Institucionais.

A Cidadania, consubstancia-se também, na participação de cada um de nós nessa discussão e, acredito que se nos envolvermos e enriquecermos o tema, com a nossa opinião, a Democracia vai sair a ganhar!

O Deputado António José Seguro pôs no seu Blog, o tema à discussão.

Ainda bem que o fez, pois, por detraz da questão da disciplina de voto, podem levantar-se outras questões, que penso serem muito caras a cada um de nós – CIDADÃOS!

Falo por exemplo da relação eleito e eleitor!

Falo da tradução de uma vontade popular através dos seus representantes!

Hoje, quando vamos para um acto eleitoral, quando nos propomos eleger um conjunto de pessoas, que queremos que nos representem, deparamos com uma lista de pessoas, onde sobressaem uns quantos, no topo de uma lista, que são nossos conhecidos, mas depois surgem uma maioria de nomes de cidadãos, desconhecidos cartum-crise%20copypara nós, eleitor mediano !

Será que este tipo de representatividade traduz o pulsar de uma sociedade que se pretende democrática?

Não acredito que assim seja e, começo a pensar que se calhar 40% ou 50% também pensa assim.

Por isso estes cidadãos, porventura são capazes de ter razão!

…Ou será, que com a disciplina de voto, nos querem estar a dizer que devemos embarcar numa teoria “economicista” e, então reduzir o número de eleitos a uma mera meia dúzia, distribuídos proporcionalmente por cada um dos partidos?

Com a disciplina de voto, cada partido não precisa mais do que aqueles que vão manifestar a intenção do voto imposto!

…A Democracia fica assim, reduzida a uma espécie de pastorBOM PASTOR e o seu rebanho de ovelhas, que só existem mesmo para fazer número, não tendo em minha opinião qualquer outro tipo de utilidade!

Parece-me que defender a disciplina de voto será o mesmo que defender esta ideia redutora da Democracia! 

Parece-me pois, que a discussão desta matéria, se torna assim, um assunto, que diz respeito a todos e a cada um de nós

individualmente.

Ulisses Neves Pinto

Acidentes na América ou a Crise Económica – A Bush o que é de Bush

Quando penso na América de Bush, bowl_bushimagino sempre uma pessoa muito gorda que, depois, termina numas perninhas muito fininhas.

Com esta crise económica, que muitos teimam em classificar de financeira e, que eu não duvido que também seja….bank_dees

(Basta, para tanto, que também tenha consequências nas nossas carteiras!)

…Muitas dúvidas tornaram-se certezas e, muitas certezas tornaram-se dúvidas!

Mas é a economia, que dita as leis e os princípios a que devem obedecer as políticas financeiras.

Se quisermos, uma é essencialmente prática ( as políticas financeiras) a outra tem uma vertente com grande pendor académico .

No entanto uma ( política financeira) é, no meu ponto de vista, a expressão da outra (política económica).

Assim sendo, os governos, são por natureza os grandes gestores de ambas, reflectindo-se a gestão destes, no país em que governam e, no caso de países com maior importância, na economia global.

É o caso dos EUA, que exercem uma influência fundamental, nos comportamentos das economias dos restantes países do Mundo.

Por isso, cada vez que os EUA se mexe, todo o mundo fica atento às mudanças e aos efeitos!charge-eua-petroleo

É por isso, que todos nós vivemos com ânsia a eleição do próximo presidente!

Para qualquer de nós EUROPEUS, não é indiferente, que o ganhador do próximo acto eleitoral seja McCain ou Obama!

Qualquer um destes candidatos vai fazer diferença no cenário mundial!

A nossa maior expectativa é saber se os EUA se vão manter no ridículo, mudando a sua cara, ou se de facto assistiremos a uma mudança efectiva na postura, da maior potência da actualidade.

Reagan ronald_reaganmostrou ao mundo que a maior potência do mundo podia ser governada por actores de segunda!

Bush veio iniciar um novo ciclo de presidentes – mostrou que o país, poderia ser governado por  uma pessoa, em que o ridículo Bushé a sua maior e melhor expressão!

Sem dúvida que o seu maior mérito, foi conseguir demonstrar que o Liberalismo estava moribundo…

A este propósito, encontrei uma pequena resenha de afirmações ( que retirei do Blog “Teoria do Kaos” )do presidente Bush, feitas em diferentes momentos, mas  que quanto a mim dispensam qualquer comentário:

“Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina.”
George W. Bush, Jr.

“A grande maioria de nossas importações vem de fora do país.” (Dahhhh..)
George W. Bush, Jr.

“Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos.”
George W. Bush, Jr.

“O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos
neste século. Eu não vivi nesse século.”
(Ai…!!!)
George W. Bush, Jr., 15/09/95

“Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é ‘estar preparado’.”
George W. Bush, Jr., 06/12/93

“Eu tenho feito bons julgamentos no passado. Eu tenho feito bons julgamentos no futuro.”
George W. Bush, Jr.

“Eu não sou parte do problema. Eu sou Republicano.” bush1
(Com toda a razão: o problema é ele!)
George W. Bush, Jr.

“O futuro será melhor amanhã.” (!!!!)
George W. Bush, Jr.

“Nós vamos ter o povo americano melhor educado do mundo”.
(sem palavras…..)
George W. Bush, Jr., 11/09/97

“Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz.”
(Mais burro é impossível!!!!)
George W. Bush, Jr.

“Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós fazemos parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós
fazemos parte da Europa.”
George W. Bush, Jr.

“Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a votar.”
(Realmente brilhante)
George W. Bush, Jr.

“Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não.”
George W. Bush, Jr., 22/09/97

“Para a NASA, o espaço ainda é alta prioridade.”
(sem comentários)
George W. Bush, Jr.

“O povo americano não quer saber de nenhuma declaração errada que George Bush possa fazer ou não.”
George W. Bush, Jr.

“Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso.”
(Esta é brutal!!!)
George W. Bush, Jr.

“É tempo para a raça humana entrar no sistema solar.”
(Fechou com chave de ouro hein!!)
George W. Bush, Jr.
 

… É por isso que, não sendo eu um especial admirador da América, também estou obsessivamente, de olhos postos no próximo dia 4 de Novembro!

… É por isso, que o meu mais profundo desejo, seja ver Obama, como o próximo presidente deste país, acreditando, que assim, as minhas esperanças, de que este Globo, possa reencontrar de novo os seus equilíbrios, proporcionando assim,a cada um de nós, um futuro credível e estável.

 Ulisses Neves Pinto

Das minhas leituras

É já tempo de apagar a tristeza e zarpar é preciso, é urgente não perder a esperança, a serenidade e, sobretudo, acreditar no futuro.

As minhas preferências vão para o melhor que existe em Portugal.

 

Expresso de 4 de Outubro

“Cientista portuguesa revela como funciona gene da esquizofrenia”, Micael Pereira

 

Diana Prata, de 29 anos, licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências de Lisboa e doutorada pelo King’s College, uma das principais universidades inglesas, onde estuda o mecanismo genético das doenças psiquiátricas.

A cientista descobriu como funciona o gene da esquizofrenia, sendo que a primeira prova, o gene associado à esquizofrenia e à doença bipolar, o DISC1, está na origem de  um maior esforço que as pessoas que sofrem desses distúrbios mentais têm de fazer quando falam.

Esta descoberta pode abrir novas possibilidades ao estudo de futuras drogas para o tratamento da esquizofrenia, doença que afecta 1 por cento dos portugueses e que é conhecida por implicar perturbações cognitivas e de comportamento.

O resultado deste estudo foi publicado num dos principais jornais de psiquiatria do mundo, o Molecular Psychiatry, do grupo editorial Nature, merecendo chamada de primeira página.

 

Público de 7 de Outubro

“Não posso ouvir falar desse senhor chamado Lourenço”, Isabel Coutinho

 

Decorreu na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, um Congresso internacional sobre Eduardo Lourenço e a sua obra, de 6 a 7 de Outubro, organizado pelo Centro Nacional de Cultura. No evento, o ensaísta e filósofo recebeu a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Governo através do ministro da Cultura. Eduardo Lourenço, que já recebeu mais condecorações com significado mais político do que propriamente cultural, emocionado disse que nada mais se pode exigir. É a primeira vez que tem uma medalha com as cores portuguesas: “Não sei se é Portugal que está pendurado ao meu pescoço, se sou eu que estou pendurado em Portugal”. Foi pedido a Lourenço pelo ministro da Cultura que tudo o que  tem e que escreveu seja recolhido, tratado, conservado e depositado na Biblioteca Nacional. No fim da manhã do primeiro dia, já Eduardo Lourenço brincava dizendo que já não podia ouvir falar desse senhor chamado Lourenço.

 

Público de 8 de Outubro

“Portugueses desenvolvem nova terapia genética para a doença de Machado-Joseph”, Andrea Cunha Freitas

 

Uma equipa liderada por investigadores portugueses mostrou o sucesso de uma nova estratégia de terapia genética em ratos. É preciso agora continuar a investigação para conseguir chegar ao cérebro humano e descobrir o primeiro tratamento para a doença de Machado-Joseph e até para outras como a doença de Parkinson ou Alzheimer.

Os responsáveis pelo trabalho publicado no dia 8 de Outubro na revista PloS One acreditam que esta nova estratégia de terapia genética possa ser um futuro tratamento para a doença de Machado-Joseph (conhecida como doença dos pezinhos, uma doença rara mas com grande incidência nos Açores, sobretudo na ilha das Flores, onde afecta uma em cada 140 pessoas).

Apesar de, para já, ter ficado centrado em apenas uma região do cérebro, a estratégia desenvolvida pelos investigadores portugueses poderá vir a revelar-se no primeiro tratamento para esta doença e até para outras patologias neurodegenerativas como a doença de Parkinson ou de Alzheimer.

 

Público de 9 de Outubro

“UNESCO premeia o coração árabe do poeta e ensaísta português Adalberto Alves”, Margarida Santos Lopes

 

Quando tinha cinco anos, viu o filme Ladrão de Bagdad, versão realizada em 1940 por Ludwig Berger, Michael Powell e Tim Whelan. Nesse momento, apaixonou-se pela cultura árabe. A UNESCO recompensou esse amor, mas também a sua “busca interior” que o levou a escrever mais de 30 livros. Autor de O Meu Coração é Árabe, provavelmente uma das suas obras mais conhecidas. O poeta, ensaísta e tradutor português vai receber 22 mil euros, valor do prémio Sharjah para a Cultura Árabe, criado pela UNESCO em 1998.

Adalberto Alves, director do Centro de Estudos Luso-Árabe, em Silves é enaltecido pela UNESCO como tendo inspirado muitos escritores portugueses e espanhóis a divulgar a cultura árabe do Gharb al-Andalus.

O advogado que de dia trabalhava num banco e de noite dormia pouco para ir além do “romantismo e exotismo” do Ladrão de Bagdad, está a preparar um dicionário de palavras portuguesas de origem árabe (toponímia, antroponímia, léxico corrente e empréstimos semânticos), a publicar em 2009.

 

Público de 9 de Outubro

“Siza Vieira, o herói da nova vaga britânica, ganha a prestigiada Royal Gold Medal”, Vanessa Rato

 

Sem obra construída no Reino Unido, Siza tem uma única intervenção em território britânico. Há três anos, assinou com Eduardo Souto Moura o famoso pavilhão de Verão da conhecida Serpentine Gallery, no Hyde Park de Londres. Mas a Royal Gold Medal é um prémio de carreira e, ainda segundo o The Guardian, o pavilhão Serpentine, por muito mediático, não foi o projecto que o elevou ao estatuto de herói; o jornal aponta antes trabalhos realizados em Portugal, exemplo recente a Adega Mayor feita para a família Nabeiro, em Campo Maior, inaugurada em 2008, e trabalhos tão recuados como o Bairro da Malagueira, um projecto desenvolvido em 1977.

A acta do júri do prémio diz que “Siza Vieira é um arquitecto profundamente completo que desafia categorizações”, acrescentando que “O forjar de uma arquitectura magistral e aparentemente inevitável a partir das possibilidades de uma envolvente é uma das supremas características da sua arquitectura”.

Segundo o The Guardian, é precisamente a atenção de Siza à envolvente que tem feito dele uma referência para jovens arquitectos britânicos.

A cerimónia de entrega do prémio está agendada para Fevereiro de 2009, em data a marcar.

 

Ana Sousa

Um hino ao belo!

Dizem que os dons foram Democraticamente distribuidos e que cada um de nós tem a Liberdade de os utilizar de acordo com a sua vontade.

Ora, este passado Domingo tive a oportunidade de ser testemunha de um hino a um conjunto vasto de dons utilizados de modo sublime em prol da felicidade de quem viu ou vai ver: o dom do belo, da arte, da força e da precisão. O que vos falo é do espectáculo Cavália. A não perder!

Liberdade…Disciplina de Voto…”Impulso irresistível de controlar”?

Hoje, dia 11 de Outubro, seis dias depois da instauração da DesenhRepública e 34 anos depois de conquistarmos o direito à DEMOCRACIA, continuam os folhetins. Economia-20030402-10De um lado, do lado de fora, continuamos com a série intitulada:

“Derrocada do Liberalismo ou A Saga de Bush”.

 

Por cá mantemos as nossas novelas do costume. A nossa Economia vai bem diz o MNE… Nada a preocupar!… O mundo pode estar a cair, que nós por cá todos bem! Ainda bem que há quem acredite, pois pode ser a nossa salvação! Entretanto disciplina-se, obriga-se… Vota-se contra e, depois diz-se 

que afinal não se está contra!…É tudo uma questão de teimosia mórbida! Nada mais! As ideias, essas até que não são muito diferentes.

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Falo do resultado da votação, sobre o casamento entre pessoas do mesmo género. a opinião de uma maioria!

Já não absorvo a “disciplina de voto“, 245178nem os impulsos irresistíveis de controlar! ANGmed-br-2

Sobre estes assunto, encontrei uma pérola, o discurso de Fernando Tomás a propósito da liberdade de imprensa, mas que a meu ver também se aplica a outras liberdades…

235Deliciem-se aqueles que sentem com a alma estes assuntos:

A LIBERDADE DE IMPRENSA TRAZ CONSIGO MALES, E MALES NÃO PEQUENOS;

MAS OS QUE RESULTAM DA CENSURA PRÉVIA SÃO MAIS E MAIORES

 

 A opinião que eu segui na comissão das bases da Constituição, quando se tratou da liberdade de Imprensa, foi resultado de minhas reflexões a este respeito e do cuidado com que procurei até agora combinar o que me tem sido possível ler na matéria.

Não se espere pois que sejam hoje diversos os meus princípios. O que vou dizer é o que sinto e de que estou intimamente convencido. A liberdade de Imprensa traz consigo males, e males não pequenos; mas os que resultam da Censura previa são mais e maiores: aqueles podem remediar-se em grande parte, podem até evitar-se de modo que a Sociedade tenha pouco que sentir; estes não, porque eu não concebo a possibilidade de existir um Governo Constitucional, ao modo que a Nação o espera e deseja, sem a liberdade de Imprensa.

A experiência é argumento a que nunca se responde vitoriosamente. CasinoVeja-se o que temos sido e o que são os povos sujeitos a uma Censura prévia, e conhecer-se-à que repugna ser livre sem ter meios de observar a Liberdade; e querer conservar a Liberdade, não escrevendo senão à vontade dos que a podem oprimir ou destruir, é uma pretensão quimérica.

Censura prévia é o juízo de uma Junta composta quando muito de seis homens; e nisto diz-se que uma Nação não deve saber senão o que sabem seis homens ou o que eles querem que se saiba. Para qualquer poder falar, para poder obrar no país mais despótico do Mundo, nunca foi obrigado a consultar a vontade de uma Junta; por que razão não terá ele o mesmo direito quando escreve em Portugal? No primeiro caso compara-se a acção do Cidadão com a Lei e aplica-se-lhe depois a pena, se ele tem abusado; e neste pretende-se que ele seja punido antes de delinquir, principiando por tirar-lhe a Liberdade, que é o maior castigo que se pode dar ao homem e ao Cidadão, porque o priva do maior direito.

Mas diz-se que o bem da Sociedade pede que em tal caso se modifique este direito, assim como acontece no uso da propriedade; eu porém, convindo no princípio, nego a sua aplicação, porque não vejo, nem alguém mostrou ainda, a necessidade ou a utilidade da medida, e era preciso primeiramente ter provado uma e outra coisa. Com glória da minha pátria, tenho ouvido que todos os Ilustres Preopinantes convêm na liberdade de Imprensa em matérias que não sejam religiosas ou morais, porque os poucos que julgaram necessária a Censura prévia declaram que era tanto quanto podia isso prevenir o ataque feito aos costumes ou à decência pública.

Assim vem a questão somente a limitar-se ao artigo 1U: das bases, que fala do direito 25abrilCensurareservado aos Bispos, em matérias religiosas, para poderem censurar a doutrina e da obrigação do Governo em os auxiliar para castigo dos delinquentes no abuso. Aqueles que opinaram pela liberdade de Imprensa em matérias políticas supuseram que ela não atacaria o Edifício social, e portanto não podiam supor, agora, que ataque o Edifício religioso, porque os homens não mudam tão facilmente de ideias religiosas como de ideias políticas. Mas se se admite o risco próximo e imediato da destruição da Sociedade, não havendo Censura prévia, como querem conservá-la nas matérias religiosas? Acaso poderá existir o Sacerdócio, destruído o Império? A Religião nasceu com o homem, e há-de acabar com ele.

Não se espere outra coisa. A esta certeza juntemos a promessa do Divino Pregador da crença de nossos Pais. Responde-se que ele prometeu e afiançou a existência da Igreja, mas não em toda a parte, pois que ela floresceu na Ásia e já lá não floresce. Porém acaso a liberdade de Imprensa, que não existia ainda, faria estes males nessa parte do Mundo? Tem-se dito também e repetido que é preciso não esquecer a Reforma de Lutero e os estragos que causara no mundo, porque tudo nascera da Sen_liberdade_a_verdade_non_aparece_320liberdade de Imprensa: mas não será difícil mostrar que esta época tão fatal à Religião foi o resultado das relações políticas dos diversos Estados com o Império da Alemanha, das ideias desfavoráveis que os abusos da Corte de Roma fizeram nascer contra o Chefe da Igreja e, finalmente, do estado das luzes que séculos antes principiavam a raiar na Europa, ainda antes F77e746809d04ee483b3ccd7e7b4a3da invenção da Imprensa.

De tudo fácil é deduzir que a liberdade de Imprensa em matérias de Religião apenas pode causar algum escândalo às almas piedosas enquanto o Bispo não declara o erro da doutrina e o Governo não castiga o delinquente; mas isso é um mal de pouca monta se se consideram os outros que nascem do sistema contrário. Se, para evitar o escândalo, se deseja uma Censura prévia e proveitosa, vigiem os Pastores nos rebanhos, mas vigiem com cuidado: preguem as verdades da Religião; ensinem a moral com a palavra e com o exemplo de suas acções verdadeiramente apostólicas e não se tema que uma ou outra ovelha desgarrada deixe de voltar ao curral; e, enquanto não volta, não se tema também que as outras sigam seu exemplo. Se o escândalo produzisse necessariamente esse resultado, teria acabado a moral e até a ideia de um Deus; porque os escândalos existem desde que existem os erros e os pecados.

Que na Espanha se deixasse aos Bispos a Censura Censuraprévia nestas matérias, não é para mim argumento: os Espanhóis tiveram os seus motivos; nós podemos ter outros 13. Em Portugal nunca os Bispos censuraram um livro antes de se imprimir, e eu não entendo que seja necessário conceder-lhes agora essa autoridade quando vamos fazer uma Constituição Liberal.

Diz-se que a Nação não está preparada para tanta luz: o uso sublime da razão é dote do homem de qualquer país: não aniquilemos tanto os Portugueses. Ninguém nega que seja melhor prevenir os crimes do que castigá-los; mas nego eu que a Censura prévia previna os abusos que se podem seguir da liberdade de Imprensa. Ou um Escritor teme as penas da Lei que lhe proíbe atacar a Religião e os costumes, ou não teme. No primeiro caso não escreve, e escusa-se portanto Censura prévia; no segundo escreve sempre, e é inútil por isso essa Censura.

CRISE do Liberalismo II: -CRASH FINANCEIRO DA RÚSSIA ESTÁ PRÓXIMO

Jornal de Negócios

Anders Aslund

Escreve:

No início, a crise financeira norte-americana pouco afectou a Rússia, mas o abrandamento económico global provocou uma queda nos preços do petróleo e de outras matérias-primas em mais de 33% desde Julho, o que constituiu um rude golpe para o país. No entanto, todos os outros golpes que a Rússia sofreu foram auto-infligidos. A crise financeira russa é uma tragédia, sendo melhor descrita como uma tragédia em cinco actos. “…
e mais adiante: “…Consequentemente, o crescimento económico real vai estagnar drasticamente, sendo possível que isso aconteça já no próximo ano. E há outros factores que poderão agravar a situação. A elevada corrupção é de tal forma galopante que a Rússia não parece capaz de construir importantes infra-estruturas públicas. Os preços do petróleo e de outras “commodities” deverão cair ainda mais, numa altura em que a produção de “crude” e de gás já estagnou. Putin virou as costas à Organização Mundial do Comércio e está a promover o proteccionismo, o que também prejudicará o crescimento… “

Práticamente no fim: …O vilão deste drama é Vladimir Putin, que presenciou oito anos de crescimento acelerado do país devido às reformas de mercado levadas a cabo pelo seu antecessor, Boris Yeltsin. A Rússia teve uma boa oportunidade de escapar a esta crise financeira internacional, mas com a sua brutalidade e os seus erros, Putin converteu o seu pobre país numa das principais vítimas. Por quanto tempo mais conseguirá a Rússia dar-se ao luxo de ter um primeiro-ministro que sai tão caro ao país?…”

Esta teoria, podendo ser verdade e até acredito que o seja, não deixa de ser curiosa…

Curiosa, porque defende a ideia de que a crise que está a atingir de forma selectiva todo o mundo civilizado, é uma crise financeira e por consequência resultado de má gestão!

De facto é uma crise financeira, disso não tenhamos dúvidas…

É uma crise de má gestão, disso também não temos dúvidas!

Mas será só?

Hoje fui jantar, com amigos de longa data…

Um deles, anda no mundo da finança!

Não resisti a algumas perguntas!

Claro, as primeiras tinham a ver com a segurança…

Garantias de depósitos… etc… etc…

Depois de acautelar os meus interesses, poucos, mas muito preciosos, passei às perguntas da praxe.

E, surgiu logo um “que pensas desta crise?

Como é hábito do meu amigo Nuno, resposta pronta:

Lourde_criseÉ a maior crise dos últimos 100 anos!

Disso, já eu tinha quase a certeza…Mas como as finanças não são o meu mundo, confirmei as minhas dúvidas!

Pois…que isto é uma crise financeira, está bem de ver!

A questão é saber se é uma Bancocrise financeira e nada mais, ou se estamos perante uma crise de valores, de ideias e de sistema económicos?

E a crise financeira seria então o resultado do colapso de toda uma estrutura económica, onde eu adiantaria também os colapsos de um modus vivendi e dos próprios valores sociais.

Eu inclino-me para esta última.

Não me basta para qualificar a crise, 2193002627_70d43db3d5_oacusar gestores de má gestão.

Não me basta acusar como responsáveis, fluxos externos de capital e facilidades exageradas do crédito, gerando créditos mal parados em valores superiores aos suportáveis pelas diferentes instituíções bancárias.

Não me chega a justificação de que grande parte do crédito destas instituíções foi utilizado no consumo!

Há aqui variáveis escondidas… ou pelo menos incorrectamente percepcionadas.

Senão vejamos… Na crise da Rússia, aponta-se como causa próxima a descida dos preços do petróleo em cerca de 33%.

Para a Rússia pode ser verdade… E para nós isso aconteceu?

Se no mercado o preço da matéria prima desce, era natural que se reflectisse no preço dos combustíveis?

Aconteceu?… Eu pessoalmente não senti!

Então há algo de errado. Ou os importadores andam a comprar na banca errada ou há algo que não faz sentido!

Ou faz muito sentido, pois coloca-se a questão: Se não são os produtores que estão na origem dos preços, se os preços no vendedor baixam, mas os valores se mantêm ou sobem junto do consumidor final, então algo se passou no meio… Algo se está a passar com os intermediários, que não estão a reflectir as oscilações de mercado.

Se as oscilações do preço da matéria prima não se reflectem no mercado dos intermediários, então alguma coisa de errado. No meu ponto de vista assiste-se a uma subversão das leis do mercado!

Hoje em dia, o petróleo e os seus derivados são fundamentais na nossa economia.

Na minha perspectiva o intermediário apercebeu-se do seu real poder… O poder de controlar pela quantidade e pelo preço as economias mundiais!

A crise de 70, Crise+petroliferafoi o primeiro sinal, dessa vez como arma utilizada pelos produtores.

Então as economias ressentiram-se, mas adaptaram-se e sobreviveram!

Hoje, a crise assume uma dimensão, que não me parece que tenha algum paralelo com a crise de 70.

Hoje já não se fala só de falências de instituíções financeiras….Fala-se já do impensável, de falencia de estados.

O mais próximo que me recordo, são as crises de economias na Europa, nos prenuncios da GGI G. Mundial!

Também nessa altura, houve uma crise de ideias e de valores, que entraram em ruptura!

Em termos políticos, grande parte das monarquias da europa entraram em descalabro…

Só por curiosidade, é neste período que o se assiste à derrocada do Ww1Império Austro-Húngaro.

Eu confesso que tenho alguma dificuldade em assimilar toda a conjuntura!

Ficam-me os  QUID’s e as incertezas!

Que se fartam de arranjar explicações para o que se passa, disso tenho a certeza…

Que se esforçam para que eu compreenda. também não tenho dúvidas!

Mas que ninguém me dá soluções, é um facto.

E aqui é que residem as minhas preocupações!

Quero olhar  para o futuro como esperança e não quero ficar agarrado às recordações e ao saudosismo do passado!

Ainda não sou assim tão velho!

Ulisses Pinto