Monthly Archives: Novembro 2008

É preciso acreditar

 

Por vezes, e não são poucas, passamos olimpicamente para os outros as responsabilidades do que vai e está mal. Estamos todos implicados neste juízo de valor, até os taxistas. Falo nesta classse profissional, porque é um meio de transporte que utilizo com  frequência.  Com frequência, da cidadania à má condução a culpa é sempre do outro, quando não do próprio governo, seja ela qual for.

 

É preciso acreditar. A mudança de mentalidades é obra de cada um, e de todos.

 

É preciso acreditar. A esperança e a solidariedade existem é preciso vivê-las, se possível, todos os dias das nossas vidas.

 

A campanha do Banco Alimentar, iniciada em Portugal desde 1992 é um bom exemplo que é preciso acreditar que somos capazes de fazer algo de bom por nós e pela sociedade.

 

A vitória de Obama é outro exemplo que é preciso acreditar.

No passado dia 17 de Nobembro, li, algures no Público, o relato sobre a formação de um movimento no Harlem e no Bronx: Help Obama, ajudem Obama. O que é se pretende com este movimento? A resposta é simples, e dada por um antigo membro de um gang, para haver mudanças temos que ajudar, ele (Obama) não consegue fazer tudo sozinho. E o objectivo primeiro a violência de gangs. É preciso acreditar.

 

Ana de Sousa

Os melhores

 

O 1º Prémio Nacional de Arquitectura Contemporânea foi atribuído pela Associação de Municípios com Centro Histórico (AMCH), no passado dia 20 de Novembro, em Viana do Castelo, ao arquitecto Siza Vieira.

 

O projecto da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, inaugurada em Janeiro, justificou a escolha do júri. Trata-se de um edifício em estreita ligação com o rio Lima, uma bela combinação com o livro, os espaços de leitura e a paisagem envolvente.

 

As janelas panorâmicas permitem a harmonia do interior com a paisagem exterior, uma visita obrigatória no roteiro da bela cidade minhota.

 

Fonte: Público, de 18 Novembro, Andrea Cruz

 

Depois dos transistores com papel, uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa, liderada por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, consegue pela primeira vez no mundo armazenar informação em fibras de papel.

Afinal o papel não vai acabar, e, neste caso, até tem muitas vantagens: é biodegradável, reciclável e fácil de produzir, segundo Elvira Fortunato.

 

Esta cientista deu uma conferência em Estocolmo no Albanova University Center a convite da Fundação Nobel, sendo a segunda vez que um cientista português é convidado – o primeiro foi António Damâsio.

 

Fonte: Expresso, de 22 de Novembro, Virgílio Azevedo

 

Ana de Sousa

 

Alto de Santa Catarina

 

A segunda tertúlia da Via Latina levou à Galeria Matos Ferreira a escritora Alice Vieira, nome que dispensa apresentações.

 

Foi um momento muito intimista, rico de calor humano. Foram mais de duas horas de monólogo e diálogo, soube a pouco. A Alice é de uma vivacidade e encanto que nos prendeu a todos, excepto às crianças dado o adiantado da hora, caíram de sono.

 

Com ela aprendemos a labuta da jornalista/escritora, os momentos de criação, as “encomendas”, o trabalho a sete mãos – romances escritos por mais do que um autor, exemplo “O Código d’Avintes”. A forma divertida com que nos relatou a criação deste livro, serviu de certeza para aguçar o apetite à aquisição dos seus livros.

 

Falou das suas deslocações às escolas e bibliotecas do país, em especial, a norte do Tejo, onde vai com muita frequência. E, curiosamente, estava na assistência uma antiga aluna de uma escola do Montijo, que na década de 80 se cruzou com a escritora, aproveitou para lhe agradecer o gosto que tem pela leitura.

 

O título, pretende ser uma homenagem ao local de eleição da escritora, que nos confessou, ser este um local onde procura “refúgio” em certos momentos da vida.

 

Obrigada pela sua disponibilidade.

 

Ana de Sousa

 

ALICE VIEIRA NA TERTÚLIA VIA LATINA

Ontem, à noite, a escritora Alice Vieira falou sobre jornalismo e literatura, na Galeria Matos Ferreira, à Rua Luz Soriano, 18, aqui em Lisboa. O que se segue no vídeo é um resumo de algumas ideias que ela disse.

Plano Nacional de Leitura

O Plano Nacional de Leitura (PNL) tem como objectivo elevar o níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos parceiros europeus.

 

Dois estudos realizados no âmbito do PNL (de fins de 2007) mostram que os portugueses estão a ler mais do que há 10 anos e propõem um conjunto de procedimentos a adoptar nos estabelecimentos de ensino. Trata-se de “A Leitura em Portugal”, sob coordenação de Maria de Lurdes Lima dos Santos.

Segundo o estudo  de Lima dos Santos, verificou-se um aumento do número de leitores de livros na ordem dos 7% , enquanto nas revistas e nos jornais o número de leitores cresceu, respectivamente, 6%. e 20%. Apesar da evolução, Portugal ainda está longe dos patamares europeus, sobretudo no que diz respeito à leitura de livros.

 

De acordo com a tipologia de leitura, confirma-se que o perfil dos leitores é claramente feminizado, mais escolarizado, mais jovem, com uma percentagem elevada de estudantes.

 

Ana Sousa

Das minhas leituras

Do Público de 8 de Novembro, Jamie Oliver – O “ministro da comida” luta contra a obesidade, de Alexandra Prado Coelho, deste artigo poderemos concluir que nem tudo que é estrangeiro é bom..

De facto, é com alguma perplexidade que registamos o que acontece no quinto país mais rico do mundo. O Serviço Nacional de Saúde, do Reino Unido, gasta mais dinheiro a tratar pessoas com doenças  relacionadas com a alimentação do que com as doenças relacionadas com o consumo do tabaco.

Mas há mais, é que este problema não é consequência nem radica nas classes de fracos recursos, mas situa-se ao nível de famílias jovens e endinheiradas, que simplesmente são incapazes de alimentar a família, porque não sabem cozinhar.

É neste contexto, que nos é apresentado Jamie Oliver – chef de 33 anos, interessado em combater este estado de coisas, desde logo o combate à obesidade, fazendo campanhas para melhorar a forma como as pessoas comem. O início do seu trabalho foi junto das escolas, propondo a alteração das ementas dos almoços escolares e agora com um programa mais ambicioso de ensinar os ingleses a cozinhar.

Se calhar e, em especial neste tempo de crise, seria uma boa medida começarmos a pensar no que devemos efectivamente comer. A escolha e a combinação dos alimentos deve ser a prioridade e não a quantidade.

Ana Sousa

ALICE VIEIRA NA GALERIA MATOS FERREIRA

Como já anunciámos, na próxima sexta-feira, a escritora Alice Vieira estará presente na galeria Matos Ferreira, ao Bairro Alto, a falar de literatura infantil e para outros públicos, em iniciativa deste blogue. Convidamos todos a estarem presentes na tertúlia.
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Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças 1994, Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos. Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983, com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra. Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro [retirado da página da Editorial Caminho]

galeria

[a imagem mostra um aspecto da galeria, presentemente com uma exposição de pintura abstracta de António Flores]