Monthly Archives: Abril 2009

Que ABRIL de 74, não morra na memória!

Recordar é viver e, eu, já só vivo de recortes:

Na madrugada de 25 de Abril, há 35 anos…

A senha que deu início às festas - Hemeroteca - CML

A senha que deu início às “festas” – Hemeroteca – CML

E no meio da revolta, um diálogo entre uma bolsa de forças que ainda resistiam:

“Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.

Apresentamos a seguir a gravação de conversações via rádio entre os comandos adversos que por si só constitui documento que não deixa margem para dúvidas do êxito da acção desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas.

Chamamos portanto a vossa atenção para a gravação que foi captada da conversação que foi mantida pelos comandos adversos.

Digam se me estão a ouvir:

– Escuto

– Pelotão procedente de reconhecimento.

«Estão todas as saídas tapadas. Não há possibilidades de romper. Têm material blindado nas embocaduras de cada rua. Estou aqui com guarda. Mandei um pelotão fazer um reconhecimento. A Guarda fez também um reconhecimento e fez ligação com o quartel do Porto.

Parece que é o último reduto.»

– Creio que há um ultimato para entregar até às duas horas o Presidente do Conselho. Não sei se é verdade. Escuto.

– Que possibilidade vê de prosseguir a acção? Que meios pensa poderia ter à sua disposição para prosseguir a operação?

– Não entendido. Escuto.

– Volto a dizer que meios tem para prosseguir a operação?

– Não vejo possibilidade porque está tudo atravancado e aqui há muita população metida no meio, que não nos hostiliza porque julga que estamos do outro lado. De forma que não vejo bem que os meios aéreos possam limpar aquilo.

Não acredito que tenha qualquer possibilidade de fazer qualquer acção ali.” –

in Jornal República de 25/4/74

…e ao final da tarde!

Hemeroteca Digital - CML

Petróllio, Petrólio ou Petróleo? – Uma Nova Aposta de Acordo Ortográfico!

ortodedosNão sei qual foi a versão que em definitivo, ficou plasmada no novo Acordo Ortográfico.

O tal, que ninguém sabe ao certo, quando entra em vigor, isto se levarmos a sério o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência.

Mas para mim isso é irrelevante!

…Não passam de favas contadas!

No outro dia ( por acaso foi hoje, mas também quem se importa com isso?), dei-me conta que eu e o meu computador constituíamos um grupo linguístico minoritário.

O meu computador é daqueles que tem as teclas muito juntas…Acho que nunca usou aparelho!

Eu por outro lado tenho um conjunto de dedos que descambam sempre para a tecla errada.

Como grupo minoritário, temos direito à diferença…

Por isso propomos que a palavra “Petróllio” seja introduzida no nosso léxico…Podem continuar a lê-la como “Petróleo”, a parte sonora da palavra mantém-se!acordo_ortografico_tdg1

Como o descambar de dedos se vai agravar, em especial com a idade, proporemos ( o meu grupo minoritário), sucessivas alterações ao Acordo, de forma a que se possa manter actualizado…Ou será atualizado!?

Entretanto, agradecemos outros contributos, de forma a enriquecer este Acordo Ortográfico dos Dedos Descambados!

Como a gente a falar, nem dava pela diferença, sempre podíamos concorrer com o Acordo Ortográfico do Português!

 

Ulisses Neves Pinto

Pedra no lago

Em tempos tão conturbados imaginação é preciso.
Por várias vezes lemos que rir e sorrir são gestos contagiantes, além de serem benéficos para a saúde.
Como o momento é de crise, devemos usar alguns “truques” ao nosso alcance, sem custos, universais, e, que ajudam a melhorar a nossa atitude pessoal.
Como diz o povo e com razão: A Esperança é a última coisa a morrer.
Então, vamos tentar, sem custos nem sacrifícios, um exercício muito importante (quem sabe uma rede), promover a Alegria.
Como?
1. Sorrir ao senhor do quiosque, em vez do lamento (está frio, chove, o trânsito está caótico, isto vai mal..);
2. Fazer uma lista das coisas boas que a vida nos oferece todos os dias, por exemplo: família, saúde, emprego, casa, amigos, diversões, etc. etc;
3. Telefonar aos amigos, pondo como condição não falar da crise;
4. Pensar nos outros, sobretudo nos que têm problemas, ajuda a relativizar os nossos;
5. Ajudar algum familiar, amigo ou vizinho;
6. Eliminar o supérfluo, arrumar gavetas;
7. Dar o que se tem a mais a uma instituição de solidariedade ou pessoa conhecida;
8. Pensar antes de reagir ou agir.

São pequenos “truques” que ajudarão a sentirmo-nos mais úteis e mais positivos.

Na Páscoa, seja prudente no consumo de açúcar mas, por favor, esbanje ALEGRIA.

É com muita Alegria que desejo a todos uma Santa Páscoa, esperando que estes pequenos gestos que propomos funcionem como a pedra atirada ao lago.

Ana de Sousa