Monthly Archives: Maio 2009

Das minhas leituras – A cegueira do Magalhães…

Do Público de 15 de Maio não resisto a transcrever, na íntegra, o comunicado da Sociedade Portuguesa de Oftamologia:
“A Miopia e o Magalhães

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) é uma Sociedade Científica com responsabilidades cívicas. Sempre que solicitada, alerta para aspectos da saúde visual considerados importantes para a população.

Os computadores são instrumentos de trabalho cuja utilização se tem vindo a tornar indispensável, no quotidiano, a um número crescente de pessoas.

Todos os computadores – e não especialmente o “Magalhães” – devem ser usados correctamente. O ecrã deve estar colocado 10 a 25º abaixo do nível do olhar, a iluminação e o brilho devem ser equilibrados (evitar reflexos), o monitor deve estar limpo e os olhos devem posicionar-se a 50 ou 60 centímetros de distância do ecrã. Outras recomendações úteis podem ser aduzidas: pausas de 5 a 10 minutos por cada hora de trabalho, os braços devem formar um ângulo recto relativamente ao resto do corpo e o teclado deve estar próximo do utilizador.

Tendo por base os pressupostos anteriormente enunciados, aplicáveis à utilização correcta de qualquer computador, e na qualidade de Médico Oftalmologista e Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, considero que o computador “Magalhães” não representa qualquer risco acrescido para a saúde visual. Apoio o projecto “Magalhães” e espero que os programas que este inclua sejam úteis aos jovens portugueses.

António Travassos
(Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia)”

Palavras para quê?

Ana de Sousa

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Das minhas leituras

O 25 de Abril e o 1º de Maio transportam, em si, uma certa nostalgia de um passado carregado de ilusões, digo mesmo de utopias.
Era o início de um novo ciclo político e, com ele a Liberdade.

Neste início de Maio, os jornais e a televisão dão-nos conta de algumas perplexidades:

1. O incidente com o Vital Moreira no desfile do 1º de Maio;

2. A notícia sobre o Sindicato das Telecomunicações e Audiovisual que em Abril comunicou a uma das suas trabalhadoras (única funcionária de limpeza) a cessação do seu contrato de trabalho, alegando a extinção do posto de trabalho, nos termos do Código do Trabalho;

3. A mudança de linha editorial do Mário Crespo, que passou de um tempo favorável ao partido do governo, para seu crítico “feroz”, recorde-se a entrevista ao ministro Silva Pereira, por causa do caso Freeport. Tudo isto porque há muito esperava a sua nomeação para Washington, vindo acontecer que o escolhido foi Carneiro Jacinto.

Palavras para quê? Os actos ficam com quem os pratica.
Fica um aviso, nem tudo o que parece é. Afinal onde mora a Liberdade?

Ana de Sousa