Monthly Archives: Julho 2009

Sexo e a Cidade

A Cidade acordou, numa destas manhãs, ao som de tambores e tamboretes…

Podemos imaginar as marjoretesmarjoretes

e, no meio,  Santana Lopes!

Nós os eleitores, já andávamos esquecidos…

Já estávamos esquecidos da última vez que passou pela Câmara, talvez porque tenha sido uma passagem fugaz…

Uma passagem de muitos gastos e pouca Obra!

Não me lembro de a CIDADE ter mudado!

Aliás, quando penso em mudanças, lembro-me da última vez que mudei de casa.

Foi uma autêntica aventura…Não penso meter-me noutra tão cedo!

Mas isto foi só um aparte…

Pois a Cidade mudou sim, mas foi antes de Santana, com o João Soares e com o Jorge Sampaio.

Também mudou depois, mas desta vez pensava no António Costa, que de herança negra, ainda conseguiu trazer alguma luz às sete colinas!

No meio, confesso, que além das histórias mal contadas e que mantiveram o Ministério Público muito atarefado, da Câmara do Santana Lopes, não me sobram grandes recordações!

santanetesAh! Minto…Lembro-me que se dizia que, era o ídolo de “Santanetes”!

 Se calhar é por isso que volta ao ataque e, se lança mais uma vez na corrida à Câmara.

Como já temos a cidade, faltará pois, o resto!…

Ulisses Neves Pinto

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Pelo bem comum

É com alegria e esperança no futuro de Lisboa, que saudamos a aproximação de Helena Roseta a António Costa.
De facto, o protagonismo e a partidarização dos grandes acontecimentos, leia-se eleições autárquicas, não levam a bom porto. Veja-se o que acontece no Porto.

Oxalá, este “simples” gesto possa ser plasmado por outras cidades e, noutros momentos.

O bem comum, no nosso entendimento, deve estar acima de qualquer interesse partidário.

Ana de Sousa

Lisboa merece o melhor

A lógica partidária é, quase sempre, diferente da do cidadão comum.
Vejamos, aquilo que “todos” (incluindo o José Saramago) queremos para Lisboa é uma candidatura de esquerda, materializada no António Costa.

O que vemos? Um saco de gatos a quererem protagonismo, desde o PCP, BE, passando pelo Cidadãos por Lisboa. Afinal onde está o melhor para Lisboa? Na candidatura do PSL?

Com efeito, a lógica do quanto pior melhor (do PCP) não cabe na cabeça de alguém que amando a sua cidade, a vê empurrada para o ranking das votações. O poder local, tem importância a mais para este tipo de jogos que podem acabar com o adversário a ganhar com muita folga.

Este, é um momento demasiado sério para brincarmos aos partidos, há um projecto:
a cidade de Lisboa, capital do país, não é causa suficiente para nos unirmos?

Falamos tanto em afastamento dos cidadãos da política, da falta de cidadania e, depois damos estas “lições”. Onde está o bem comum para a cidade de Lisboa?
Em tempo de crise e de vacas magras, basta de andarmos a contar espingardas. Este espírito tacanho só é “aceitável” para os jogos das concelhias, ávidas de satisfazer as suas clientelas políticas.

Como podem ser credíveis os seus projectos (BE, PCP, etc) quando os seus interesses estão acima dos interesses dos cidadãos. Lisboa merece o melhor.

Ana de Sousa

O rei

Como os tempos se assemelham…

No tempo da monarquia várias vezes os príncipes de Portugal e de Espanha atravessaram as fronteiras para concretizarem os casamentos combinados pelos pais, segundo os interesses das cabeças reinantes.

Não foram poucos rapazes e raparigas, leia-se príncipes e princesas, ainda, adolescentes, seguidos por grandes séquitos para o real momento: o enlace.

Os príncipes eram encaminhados para a boda com grandes dotes materiais (jóias, etc), sendo acompanhados até à fronteira por reis, nobres, clérigos (muitas vezes com permissão do Papa, em especial, em enlaces de familiares directos), muita festa e populaça. Na chegada ao destino o festim era idêntico, culminando com a celebração do casamento e festas que se seguiam. Era um momento para todos, povo incluso. Para os futuros nubentes, desejava-se muitos filhos, de preferência varões, por causa da sucessão.

Hoje, os casamentos já são entre adultos, logo reis, conscientes do que querem e valem, sendo a transacção / dote um pouco “desigual”, o futuro rei dá os seus dotes naturais, físicos e, o que a sua “marca” vende e, a “noiva”, dá muitos, muitos milhões de euros, esperando no futuro que este rei lhe dê muitas glórias e muito dinheiro a ganhar.

Sim, estamos a fazer o paralelismo entre o CR9 – Cristiano Ronaldo e o Real de Madrid (RM). Hoje, o mundo vai poder assistir ao “casamento” mais caro deste século e dos anteriores, do CR9 com o RM, através da televisão e Internet. Quanto ao espectáculo, nada mudou. Muita festa (circo), muita gente, muito dinheiro o transaccionado mais o lucro esperado com a “compra” (no passado, a união dos reinos).

Ontem como hoje ninguém leva a mal, afinal tratasse de um rei, mesmo com fome, com peste (gripe A) e desemprego o que conta mesmo é a FESTA. Viva o rei!

Ana de Sousa

Saída para a crise

A tecnologia é uma saída para a crise, segundo o Expresso de 27 de Junho, Portugal está apostar em áreas que poderão mudar o tecido empresarial: pólos de competitividade.

Destes destacam-se: i)as energias renováveis, para a reduzir a dependência energética dos combustíveis fósseis; ii) o ensino, a colocação do “Magalhães” nas salas de aula, apesar de ser um equipamento carregado de controvérsia, é sugerido por Don Tapscott, especialista de economia digital, a Barack Obama como exemplo a seguir; iii) a saúde, as 90 empresas que constituem o conhecido Health Cluster Portugal (HCP); iv) as tecnologias de informação e comunicação, com o desenvolvimento, nos últimos anos, de um sector de software que deu origem a multinacionais de base tecnológica. Há uma forte.

O importante, como há três anos foi referido num Congresso sobre Qualidade, Portugal deve investir em produtos e serviços competitivos. O futuro não é produzir tudo, mas sim o que é inovador e competitivo.

Ana de Sousa

Ser solidário

Em tempo de crise é de saudar a iniciativa “A Loja Solidária É Dado”, uma iniciativa da Cáritas Diocesana, aberta ao público no passado dia 27 de Junho último, trata-se de um espaço com o objectivo de receber roupas, brinquedos e móveis e distribuí-los a quem deles precisar.
Neste momento, há cerca de tonelada e meia de roupa para homem, mulher e criança, sapatos, brinquedos e móveis.

A distribuição é feita, segundo a Cáritas Diocesana, a pessoas necessitadas, que venham indicadas pelas várias organizações de apoio social, é garantido que quem aparecer sem ser por esta via não sairá sem receber apoio.

Para quem quiser fazer a entrega de bens, que se pretende tenham qualidade, pode fazê-lo na loja de Carnide, junto à Casa do Artista, na sede da Cáritas Diocesana, na Avenida Sidónio Pais ou no Lar da Bafureira, na Parede.

Esta poderá ser uma iniciativa a replicar noutros locais do país, com a ajuda desta instituição.

Fonte: Jornal Público, de 27 de Junho de 2009

Ana de Sousa