A lógica partidária é, quase sempre, diferente da do cidadão comum.
Vejamos, aquilo que “todos” (incluindo o José Saramago) queremos para Lisboa é uma candidatura de esquerda, materializada no António Costa.
O que vemos? Um saco de gatos a quererem protagonismo, desde o PCP, BE, passando pelo Cidadãos por Lisboa. Afinal onde está o melhor para Lisboa? Na candidatura do PSL?
Com efeito, a lógica do quanto pior melhor (do PCP) não cabe na cabeça de alguém que amando a sua cidade, a vê empurrada para o ranking das votações. O poder local, tem importância a mais para este tipo de jogos que podem acabar com o adversário a ganhar com muita folga.
Este, é um momento demasiado sério para brincarmos aos partidos, há um projecto:
a cidade de Lisboa, capital do país, não é causa suficiente para nos unirmos?
Falamos tanto em afastamento dos cidadãos da política, da falta de cidadania e, depois damos estas “lições”. Onde está o bem comum para a cidade de Lisboa?
Em tempo de crise e de vacas magras, basta de andarmos a contar espingardas. Este espírito tacanho só é “aceitável” para os jogos das concelhias, ávidas de satisfazer as suas clientelas políticas.
Como podem ser credíveis os seus projectos (BE, PCP, etc) quando os seus interesses estão acima dos interesses dos cidadãos. Lisboa merece o melhor.
Ana de Sousa