Democracia, Petróleo e Matemática-II

Os bons alunos no Português e maus na Matemática são optimos a vender petróleo, os maus alunos no Português e bons na Matemática, são óptimos a pagar gasolina e gasóleo”

Há algum tempo atrás, no tempo em que o Petróleo se fartava de subir, defendi esta doutrina!barril

Pareceu-me na altura, uma teoria arrojada, pois só tinha sinais a jusante, do lado das subidas.

Era-me no entanto fundamental poder defender a teoria a montante…

Agora do lado das descidas!

Tinha a certeza, que a teoria só iria fazer sentido, se acompanhando  uma descida generalizada dos preços do petróleo, surgissem grandes equações, fundamentadas MATEMT~1 numa boa dose de retórica e sem qualquer estrutura matemática!

Mas vamos aos dados do problema, no dia 10/08/09 a GALP, publicou ou que parece em vários jornais, eu li no Público, um comunicado, onde em forma de auto-de-fé e com muito pesar explica as razões matemáticas e as fórmulas que levam à enformação dos preços do gasóleo e da gasolina nos postos de abastecimento.

Esta operadora explica a determinado passo: “…o preço do petróleo afecta apenas uma parcela do preço dos combustíveis, o qual, para além da componente energética, inclui custos fixos, tais como a infra-estrutura das estações de serviço, logística, pessoal e impostos…”, o que sem dúvida revela que a composição dos preços petroleo%200 em sede de descida do crude, obedece a uma criteriosa aplicação de fórmulas, não de simplicidade matemática, mas de uma profundidade retórica, que só mesmo os operadores desta matéria ( não digo prima, porque não é filha de nenhum dos meus tios.), conseguem perceber e aplicar!

É interessante descobrir, que no tempo em que a variação do preço do crude, foi ascendente, as restantes variáveis, não eram variáveis, mas constantes.

Aquando da descida dos preços, as constantes, transformaram-se miraculosamente em variáveis (a infra-estrutura das estações de serviço, logística, pessoal e impostos…), que de uma forma subtil e diga-se, muito a propósito, variaram no sentido do agravamento, de forma a que o resultado final (preço dos combustíveis do lado do homem de bem matematica1 e sem opções no que toca à compra de gasóleo e de gasolina), se mantenha o mais invariável, quanto a fórmula permite!

Mas a explicação para esta fórmula continua: “… compara igualmente o preço do petróleo em dólares com o dos combustíveis em euros sem ter em conta a variação relativa na cotação das duas moedas, o que não é legítimo…”

De facto, este é um problema profundo. Confesso que esta parte da teoria, me deixa completamente baralhado, pois, nos bancos, troca-se um euro por dólar e meio.

Parece-me que com um euro podemos assim comprar mais qualquercoisinha de petróleo.

Ou será que na praça, onde é vendido o crude, o Euro é uma moeda do mercado negro, e vale menos que o Dólar?

Ou, na pior das hipóteses, será que o Euro, não vale o mesmo em todos os países?

É se calhar esta a pedra de roseta na percepção destas explicações, por exemplo o euro espanhol faz melhor negócios e, assim, nuestros hermanos conseguem acompanhar melhor as descidas e subidas do crude, falo do lado dos consumidores.

Perante estas definições de preços, não me parece pois, que se baseiem em qualquer tipo de fórmula matemática, pois estas costumam reduzir-se à sua expressão simples, por forma a poderem ser compreendidas por qualquer pessoa de bem, que tenha feito a 4ª classe com sucesso na Matemática.

…Um simples cidadão, daqueles, que não tenha lido a “Morgadinha dos Canaviais”, ou de forma mais profunda, não tenha interpretado “Os Lusíadas”, mas que em contrapartida, tenha deitado contas à carteira, várias vezes seguidas durante a sucessão dos dias e,dos meses, perceba com toda a simplicidade, que 2+2=4, vai ter com certeza, muita dificuldade em perceber todos os pressupostos destas explicações…matematica

Estamos pois em condições de demonstrar, que os bons alunos no Português e péssimos na Matemática, são excepcionais a explicar e a vender o gasóleo e a gasolina nas estações de serviço.

…Agora o cidadão, que não domina em profundidade, este poder da retórica, mas aprendeu a fazer as quatro operações,  é que vai ter ainda mais dificuldade em perceber, porque diabo, tem ainda, de pagar para ler, estes anúncios mentecaptos, na Imprensa.

Ulisses Neves Pinto

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