Daily Archives: 16 de Junho de 2010

Sabia que…. O analfabetismo em Portugal

O analfabetismo da população foi uma das características que marcou o Portugal do século XX. Aquando da implantação da República, Portugal tem cerca de ¾ da sua população sem saber ler nem escrever, valor superior ao dos restantes países do Sul da Europa e muito distante da realidade do Norte da Europa, onde esse problema estava já controlado no início do século XX. Neste domínio estávamos com mais de um século de atraso em relação à Europa mais evoluída.

Em 1960, existiam em Portugal 40% de analfabetos, com uma taxa superior nas mulheres. Esse valor vem descendo até ao último momento censitário (2001), onde a taxa é de 9%, sendo 12% nas mulheres.
Sabendo-se que a eliminação do analfabetismo reside no aumento da escolarização das crianças e em políticas activas de alfabetização de outras camadas da população, a par da renovação de gerações, Portugal, apesar dos progressos verificados, entrou no século XXI ainda com uma parte significativa da população sem acesso a níveis elementares de informação – cerca de um milhão de portugueses encontrava-se nessa situação.

Para ilustrar o que atrás se refere, passamos a indicar a escolaridade obrigatória, por ano, a saber:

Em 1956
4ª classe (sexo masculino)
3ª classe (sexo feminino)

Em 1964
Escolaridade obrigatória – 6 anos

Em 1973
Escolaridade obrigatória – 8 anos

Em 1986
Escolaridade obrigatória – 9 anos (Dos 6 aos 15 anos)

Fonte: 50 anos de estatísticas da educação – Volume I, Instituto Nacional de Estatística, IP (INE) e Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação – GEPE

Ana de Sousa

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É preciso avisar toda a gente

Hoje, vivemos com um grande défice de informação credível e, em especial, baseada em factos concretos. Vivemos um tempo do parece, foi dito e, por aí fora. Há muita falta de rigor. Por isso, é que o MEDO e o PESSIMISMO passam e se instalam tão facilmente na opinião pública.

Ouvi, no espaço de uma semana, duas personalidades da nossa praça, um jornalista (António Peres Metello) e uma deputada europeia (Ana Gomes) a dizerem coisas diferentes mas curiosamente convergentes. O primeiro, dizia que tem que se acabar com o Medo e olharmos para o que já foi feito (exemplo do aumento do PIB, algo que não era previsível), para ele é claro que há uma agenda que favorece este estado de coisas. A segunda, sublinhava o facto de só existirem na Europa três países socialistas: Portugal, Espanha e Grécia e, alertava para a forma como estes países estão a ser tratados. São dois alertas para nos ajudarem a ver melhor o que se passa e a lermos nas entrelinhas. Assim, está cada vez mais actual a cantiga que a dado momento diz:

(…)

É preciso avisar toda a gente
segredar a palavra e a senha
engrossando a verdade corrente
duma força que nada detenha.

(…)

Ana de Sousa