Museu inclusivo – Exemplo a replicar

O Museu do Papel Moeda, que funciona na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, decidiu perguntar à comunidade o que poderia fazer por ela. E ela respondeu. O resultado é uma programação que ensina toda a gente a lidar melhor com o dinheiro.
Das actividades oferecidas em 2010, destacamos:

– oficinas para jovens e adultos com dificuldades de aprendizagem e défice cognitivo, do Centro de Educação e Formação Profissional Integrada da Vilarinha, em Aldoar, onde os participantes puderam ficar a conhecer melhor o dinheiro, desde a primeira nota, impressa na China, um enorme papel azul com dragões, até ao aparecimento dos fundos de dívida pública, às acções e aos mecanimos de impressão e destruição das notas;

– de seguida, é o Serviço Educativo do Museu que vai ao centro, ensinar-lhes como funciona o sistema financeiro, como circula o dinheiro e todos os riscos associados a esse mundo. Isto é muito importante para a autonomia deles. Ficam com a noção de para que serve o dinheiro e que é preciso poupar;

– preparação de uma peça de teatro com idosos e crianças chamada “Saudades do escudo” e um projecto de pesquisa histórica com o Agrupamento de Escolas Manoel Oliveira, em Aldoar.

Este projecto chama-se Mediação do Museu do Papel Moeda na Comunidade e começou, em 2007, com uma pesquisa exaustiva sobre as instituições que existiam em redor do museu e como poderiam aprender com ele. A ideia foi criar um “programa social para que as pessoas melhorem competências” no que ao dinheiro diz respeito, seja da forma mais complexa (como as conferências para os alunos do 12º ano) ou mais lúdica (como a peça de teatro em que os idosos podem exprimir as suas dificuldades de adaptação ao euro).

O Museu do Papel Moeda fica ao fundo da Avenida da Boavista e dirigiu-se às freguesias da zona ocidental – Aldoar, Ramalde, Foz do Douro, Nevogilde e Lordelo do Ouro. As escolas secundárias Clara de Resende e Garcia da Orta tiveram direito a conferências sobre os criminosos financeiros (com a presença de profilers da Polícia Judiciária; e literacia financeira) com participação de especialistas da DECO, da Associação Reviravolta (Comércio Justo), do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Ana de Sousa

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