Como nos associarmos ao Dia Mundial do Ambiente? Nada melhor do que conhecermos a nossa realidade. Assim, transcrevemos alguns pontos / parágrafos das Estatísticas do Ambiente – 2008 (Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística, IP) que ajudarão certamente a conhecer os investimentos feitos no nosso país neste domínio:
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“Em 2008, as despesas da Administração Central em gestão e protecção do ambiente registaram o mais elevado valor dos últimos cinco anos, 236 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 35% face ao ano anterior e de 8% face à despesa média dos últimos cinco anos. Numa análise sectorial constata-se que o acréscimo deve-se exclusivamente ao forte aumento das despesas dos Serviços e Fundos Autónomos que mais
que triplicaram, face ao ano anterior, absorvendo em 2008, mais de metade dos gastos totais em actividades de gestão e protecção ambiental da Administração Central. De referir que a comparticipação do Estado, de acordo com a Conta Geral do Estado, reduziu-se em cerca de 1/3 face ao ano anterior.
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O domínio “Protecção do Ar e Clima”, anteriormente meramente residual, registou um forte acréscimo com a criação no âmbito do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, do instrumento financeiro denominado Fundo Português de Carbono (Decreto-Lei nº 71/2006), cuja actividade se centra no financiamento de medidas que facilitem o cumprimento dos compromissos de limitação de emissões de gases com efeito de estufa assumidos no âmbito do Protocolo de Quioto para as alterações climáticas.
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Os Municípios das regiões Norte, Centro e Lisboa detêm a maior proporção dos encargos em acções de protecção ambiental, totalizando 4/5 da despesa total. A distribuição regional da despesa por domínios de ambiente coloca a “Gestão de Resíduos” como o domínio mais relevante. Em termos regionais, este domínio assume a menor importância na estrutura de encargos das Regiões de Lisboa e Alentejo (ambas com 74%) e a maior nos Açores, com cerca de 83% do total da despesa. O domínio “Protecção da Biodiversidade e Paisagem” reforçou a sua importância na Região dos Açores, devido aos investimentos realizados pelo Município da Praia da Vitória no Parque Ambiental do Paul, e na Região do Alentejo, com despesas realizadas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina por parte
dos municípios abrangidos.”
Enquanto cidadãos façamos tudo o que estiver ao nosso alcance pelo ambiente, pelo planeta. Este empenhamento está sintetizado no Desenvolvimento Sustentável e, que assenta em três pilares fundamentais: o pilar económico, o pilar ambiental e o pilar social. O conceito de Desenvolvimento Sustentável traduz a ambição mundial para assegurar o equilíbrio e a integração das três dimensões chave para o desenvolvimento: crescimento económico, protecção ambiental e bem-estar social.
Por fim, não é de mais relembrar este pequeno parágrafo sobre Desenvolvimento sustentável:
“Responder às necessidades das actuais gerações sem comprometer as necessidades das futuras gerações”, in Cimeira do Rio, 1992
Ana de Sousa