Monthly Archives: Julho 2010

Poesia – Férias

Ainda, sobre o tema / ditado popular “quem tem amigos não morre na cadeia”, aproveitamos a cedência gratuita e generosa de mais um inédito da Alexandra Abreu que serve de inspiração para desejar a todos os leitores umas óptimas férias, onde quer que estejam.

Céu azul, mar e areia…
São deleites de paixão!
Um sussurro para a alma
Uma brisa para o coração

Dias quentes, perfumados
Vaporosos e singelos
Preenchem este sentir
De dolce far niente, tão belo

E quando a lua pousar
No céu ébano cintilante
De ti me vou lembrar
Amigo, leitor e amante

Boas férias e até Setembro.

Ana de Sousa

Oi

“Quem tem amigos não morre na cadeia”

Neste caso, o ditado popular não pode ser mais verdadeiro. Assim, partilho convosco os recortes de informação, recebidos do Brasil, e que dão para perceber os sentimentos do outro lado do atlântico em relação à presença da PT na Oi.
Do melhor boletim brasileiro “teletime” transcrevemos os recortes / soundbites recebidos:

“Portugal Telecom comprará 35% das ações dos controladores da Oi”

“Portugal Telecom adquire 22,4% da Oi (direta e indiretamente) e participação da AG Telecom e LF Tel. A Oi adquire 10% da Portugal Telecom. PT terá ainda poder de indicar conselheiros e um diretor da Oi e terá poder sobre decisões dos controladores, Andrade Gutierrez e Grupo Jereissati.”

“Segundo informações ao mercado, Portugal Telecom terá ainda poder de voz e veto sobre decisões dos controladores, participará na escolha do CEO da Oi e presidirá comitês decisórios de tecnologia, rede, inovação e oferta de serviços”

“Desse total, R$ 820 milhões serão pagos por ações a serem adquiridas em aumento de capital e R$ 222 milhões serão pagos por ações da família Jereissati, que ainda receberá da Portugal Telecom R$ 540 milhões como compensação para não vender o controle da Oi pelo prazo de cinco anos”

“Para Falco, Oi e Portugal Telecom fecharam acordo com simetria plena”

“Sobre a participação dos portugueses nos comitês de tecnologia, redes e produtos, presidente da Oi ressalta que a experiência de um operador internacional é muito bem vinda nesses casos e que os comitês não são deliberativos”

“Oi continuará sendo brasileira da Silva”, garante Lula

“Presidente da República afirma que “enquanto for presidente”, a Oi continuará sendo nacional. Para Lula, negócio pode ser bom para o Brasil, pois atrai novos investimentos. Presidente cita ainda papel da Oi na expansão da banda larga”

“Mercados de contact center e portais de internet são afetados com entrada da PT na Oi”

“Companhia brasileira comprará no mercado sua futura participação na empresa portuguesa. Zeinal Bava não faz nenhuma referência à possível atuação da Oi na gestão da PT, mas percentual de 10% significaria transformar a Oi na maior acionista individual da tele portuguesa”

“Não estamos investindo para sermos mais um minoritário da Oi”, afirma CEO da Portugal Telecom”

“Zeinal Bava explica que entrada na Oi é um investimento estratégico, não financeiro, e que agregará valor à operadora brasileira e todos os seus acionistas”

“Espanhóis pagarão 7,5 bilhões de euros pela participação da PT na operadora de celular brasileira e portugueses pagarão 3,75 bilhões de euros pela tele brasileira”

“Os dois grandes negócios anunciados nesta quarta, 28, precisam de anuência prévia da Anatel antes de serem fechados, assim como do aval do Cade para a consolidação plena. Setor antitruste ainda sequer aprovou a fusão da Oi com a BrT”

“Corretoras recomendam compra de ações das duas empresas, apostando nas sinergias que o negócio trará para as operações comerciais do grupo e aumento do lucro nos negócios feitos no Brasil”

Ana de Sousa

Dá que pensar

Quão diferente é a justiça dos homens, uns lutam pela liberdade e passam mais de ¼ das suas vidas presos, outros praticam as maiores atrocidades contra os direitos do homem: mortes, corrupção, etc. etc. e nada lhes acontece, passeiam-se ostensivamente em carros topo de gama, jactos particulares, mas para que nada lhes aconteça têm seguranças privados. Dá que pensar.

Ana de Sousa

18 de Julho: Dia Internacional de Nelson Mandela

O Dia Internacional de Nelson Mandela foi instituído em Novembro de 2009 pela ONU (Assembleia Geral), é o primeiro reconhecimento da organização a um indivíduo, premeia a sua contribuição para a cultura da paz e da liberdade. A ONU, também, reconhece neste homem singular a sua dedicação ao serviço da humanidade na resolução de conflitos, relações entre raças, promoção e protecção dos direitos humanos, reconciliação, igualdade entre os sexos e os direitos das crianças e de outros grupos vulneráveis.

Neste dia, 18 de Julho, Nelson Mandela completa 92 anos. Nunca é de mais lembrar este grande homem que por dirigir a luta contra o apartheid passou 27 anos na cadeia. Que o seu exemplo seja replicado pelo Mundo inteiro.

Ana de Sousa

Poesia

Amor….

Amizade…

Liberdade …

De escolha para amar…

Quem nos faz acreditar…

Que a amizade não tem paredes

Nem alçapões…

Apenas o colorido dos corações!!!

Poema de Alexandra Abreu

A Vialatina agradece o privilégio de poder publicar, em primeira mão, este lindo poema.

Ana de Sousa

Igualdade entre Homens e Mulheres

Para uma reflexão sobre o tema Igualdade entre Homens e Mulheres, cito alguns parágrafos do artigo Nos 15 anos da Plataforma de Pequim, de Maria do Céu da Cunha Rêgo in Revista de Estudos Demográficos, nº 47, Instituto Nacional de Estatística, IP, 2010.

“2010 é um ano de celebrações. Em Portugal, na Europa e no mundo: os 100 anos da República Portuguesa, os 60 anos quer da Declaração Schuman que iniciou o caminho para a actual União Europeia, quer da Convenção Europeia de Protecção dos Direitos Humanos e das Liberdades fundamentais, os 15 anos da Declaração e Plataforma de Acção de Pequim – o documento aprovado
pela comunidade internacional na IV Conferência Mundial sobre as Mulheres organizada pelas Nações Unidas em Pequim, no fim do Verão de 1995.

De que igualdade falamos? Da igualdade da situação das mulheres e dos homens em todas as esferas da vida, mensurável pelo equilíbrio dos indicadores do desenvolvimento humano.
A Plataforma de Pequim identificou 10 áreas críticas e 2 instrumentais para avaliar a situação: Direitos Humanos, Educação e Formação, Saúde, Economia, Poder e tomada de decisão, Ambiente, Pobreza, Violência, Conflitos armados, Infância e Juventude, Meios de comunicação social, Mecanismos institucionais.

(…)
No ano em curso, o Relatório que o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentará à Assembleia-Geral reconhecendo embora os progressos, continua a evidenciar
assimetrias em todas as áreas críticas da Plataforma e a propor intervenções estratégicas para o equilíbrio.

Porque continuamos assim? Quais são as razões estruturais que mantêm persistentes as assimetrias na situação das mulheres e dos homens nos indicadores do desenvolvimento humano? Das várias identificadas, há uma que está na base de todas e que tem vindo a ser referida: os chamados “estereótipos de género” que levam a que homens e mulheres não sejam simetricamente apreendidos como seres humanos com igual valor e dignidade. “Homem” é pensado como o ser humano padrão, a norma da humanidade, “Mulher” é pensada como o ser humano específico, apenas o símbolo da função reprodutora. Se compararmos o conteúdo destes dois conceitos nos dicionários dificilmente poderemos concluir de outro modo.
Assim:
Ao longo dos anos, nesta área, na base da organização das sociedades, qualquer que seja o seu regime político ou o seu grau de desenvolvimento, se mantém o pressuposto de que as tarefas da reprodução e do cuidado são obrigação ou responsabilidade integral ou principal das mulheres. Este sim é, quanto a mim, o mais universal dos consensos, obtido sem negociação entre pessoas ou Estados e que, apesar das leis, dos tratados e da retórica, continua evidenciado pela comparação da situação das mulheres e dos homens em todos os países do mundo. É este consenso que continua a permitir que a percepção universal de “bem-estar” se mantenha ancorada na velha partilha de encargos desiguais em peso e rendimento: o trabalho para a família é das mulheres; o trabalho para o mercado é dos homens.
Como é que se pode reconhecer injustiça numa situação tida como “natural”? Quando a escravatura
era tida como “natural”, as sociedades que viviam dela consideravam-na injusta? Quando a inferioridade “rácica” era tida como “natural”, as sociedades que viviam dela consideravam-na injusta? Quando o apartheid era tido como “natural”, as sociedades que viviam dele consideravam-no injusto?
Quando a divisão do trabalho em função do género é tida como “natural” por causa do sexo, porque nos havemos de admirar que as sociedades que vivem dela não a considerem injusta? A questão aqui é que todas as sociedades vivem dela, como, insisto, os indicadores do desenvolvimento humano persistentemente evidenciam.

(…)

Em Dezembro de 2009, aquando da celebração dos 30 anos da Convenção, o Comité das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), “Congratulou-se com o facto de 42 Estados terem ratificado a Convenção desde Pequim, faltando apenas a ratificação de mais oito Estados para que seja alcançado o objectivo de ratificação universal estabelecido na Plataforma13. Lamentou porém, que a igualdade para as mulheres na lei e na prática não tenha sido alcançada em nenhum país do mundo. (Considerou) preocupante que as mulheres continuem a sofrer profundas violações dos direitos humanos, incluindo a violência baseada no género nas esferas pública e privada, incluindo na mais privadas das esferas privadas, a família.”

(…)

As mulheres continuam a realizar a maior parte do trabalho não remunerado, doméstico e na comunidade, tal como cuidar das crianças e dos idosos, preparar alimentos para a família, proteger o ambiente e prestar assistência voluntária às pessoas e aos grupos vulneráveis e desfavorecidos. Este trabalho não chega a ser medido em termos quantitativos e não é valorizado nas contas nacionais. A contribuição das mulheres para o desenvolvimento é seriamente subestimada e, por conseguinte, o seu reconhecimento social é limitado. A plena visibilidade do tipo, do alcance e da distribuição deste trabalho não remunerado, também contribuirá para uma melhor partilha das responsabilidades.

(…)

Enquanto a partilha de tarefas e responsabilidades com os homens for desajustada, a combinação de trabalho remunerado e de prestação de cuidados conduzirá a uma sobrecarga de trabalho desproporcionada para as mulheres em comparação com os homens.
Desenvolver políticas e implementar programas, particularmente para homens rapazes, no sentido da mudança de atitudes e comportamentos estereotipados do ponto de vista dos papéis e responsabilidades de mulheres e homens, com o fim de promover a igualdade e género e atitudes e comportamentos positivos.”

Ana de Sousa

Dia Mundial da População – 11 de Julho

O Dia Mundial da População é um evento anual, celebrado a 11 de Julho, visa promover a sensibilização da população mundial para questões como o crescimento populacional. O evento criado pelo Conselho de Governadores do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas em 1989, foi inspirado pelo dia 11 de Julho de 1987, aproximadamente, a data em que a população mundial atingiu cinco biliões de pessoas.

Ana de Sousa