Daily Archives: 7 de Julho de 2010

Portugal é um país com futuro

Tendo por pano de fundo a opinião de três homens que muito prezo e escuto, afirmo que Portugal está num momento de grandes oportunidades, assentes em três verbos / vectores: pensar, confiar e mostrar (“publicitar”)

Estas afirmações, baseiam-se na reflexão da leitura de alguns textos / entrevistas que li a partir da imprensa diária (Diário de Notícias, Expresso e Público). Não se trata, certamente, de uma maquinação mas não deixa de ser curioso que o Dr. Mário Soares, o Dr. Freitas do Amaral e o Padre Anselmo Borges afirmem:

(…)

“Portugal não é um país periférico nem pequeno. É um país de futuro, dada a sua posição geoestratégica, o prestígio que lhe confere a sua história e a área oceânica que ocupa, a maior da Europa”, referiu Mário Soares.
“Os portugueses têm de ter confiança neles próprios, pelo génio do povo a que pertencem e por serem, quando querem, grandes trabalhadores”, acrescentou”

(…)
“O País caminha para becos sem saída. E o que mais dói: ninguém é responsabilizado e não se vê alguém a assumir responsabilidades. No fundo, somos todos responsáveis, mas as responsabilidades não são todas iguais. Não admira, pois, que as estatísticas digam que os portugueses já não confiam nas instituições e nomeadamente nos partidos e nos políticos. Significativamente, de pensare, em latim, também vem o nosso penso. Assim, dizemos: pensar uma ferida – aplicar a uma ferida, numa pessoa, animal ou instituição, o curativo, os remédios necessários. O que faz falta é sentarmo-nos para pensar, reflectir, projectar um futuro com futuro.
O pensar exige esforço, tenacidade, mas sem ele não se vive humanamente. Aliás, é nos tempos mais difíceis que se ergue a urgência de pensar. Julgo que foi Cícero que escreveu que todo o pensador é melancólico e, como repetia o filósofo Ernst Bloch: “Not lehrt denken”, é a necessidade que ensina a pensar. É fundamentalmente aqui que temos de encontrar a nossa cura.”
(de Anselmo Borges, in Diário de Notícias)

Por fim, na entrevista ao Expresso, Diogo Freitas do Amaral a dado passo diz que gostaria de ter um programa televisivo sobre o melhor de Portugal.

Podemos concluir que, neste tempos difíceis, é necessário e urgente PENSAR para fazer com responsabilidade, com ética, com visão e estratégia, assentes na CONFIANÇA das potencialidade do povo e do país e, por fim MOSTRAR (publicitar) o que se está a fazer e o que se está a projectar.

O PESSIMISMO tem que ser substituído pelo FAZER, só assim o desenvolvimento do país será uma realidade.

Ana de Sousa

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