Monthly Archives: Abril 2011

O Dia Internacional do Livro

É na Catalunha que tem origem o Dia Internacional do Livro e a data da sua celebração remonta a 7 de Outubro de 1926, em homenagem ao nascimento de Miguel Cervantes, escritor espanhol.

No mês de Fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol. Em 1930 a data foi mudada para 23 de Abril, dia do falecimento de Cervantes.

Só em 1996, a UNESCO institui o 23 de Abril como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, pelo facto de nesta data se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.

Leiam livros, nem que seja no hipermercado.

Em vez de amêndoas ofereçam livros.

Uma Santa Páscoa.

Ana de Sousa

Café Majestic

Foi considerado o 6º café mais bonito do mundo. Situado num local central da cidade, a Rua de Santa Catarina, abriu em 17 de Dezembro de 1921, na altura este luxuoso café teve o nome de Elite.

O Majestic é mais que um café, está associado à história do Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto dos escritores e artistas.

Um sítio a não perder numa visita ao Porto.

Ana de Sousa

Fernando Nobre – “O incompreendido”

Os provérbios portugueses, por vezes, são suficientes para analisarmos as coisas. Umas vezes acertam outras nem por isso.

Então vejamos:

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” 

 Nas eleições presidenciais a adesão de elementos da família Soares à sua candidatura fizeram muitos acreditar que o seu objectivo era derrotar o Manuel Alegre, por este ser “inimigo de Soares”, vai daí o Dr. é conotado como soarista. O resultado viu-se, ganhou Cavaco. E o movimento pela cidadania arrecada cerca de meio milhão de votos. Este número foi tão aliciante que o Dr. se deslumbra e fica indeciso com o que fazer no futuro, mas como o interesse da Nação é mais forte, pensámos vai sair daqui algo de novo e nunca visto.

Passada a espuma do tempo, temos:

Diz-me quanto tens, dir-te-ei quanto vales

E eis a surpresa das surpresas, os independentes, defensores da cidadania, os cidadãos acima dos partidos políticos, com experiência provada e comprovada em acções humanitárias aceitam encabeçar a lista do PSD por Lisboa (escrevo no plural, para fazer juz ao ditado). Afinal há poucos cidadãos sem afinidades políticas e a movimentarem-se por causas. Não me sinto defraudada porque não votei Fernando Nobre, caso contrário iria ficar muito descrente. É muita pena que um homem da sua estatura se tenha deixado deslumbrar pelo protagonismo que a política espectáculo dá. É pena que ninguém lhe tenha mostrado a sabedoria popular contida nos nossos provérbios. Sim Dr. Fernando Nobre o que contou agora não foi o senhor mais sim o que o senhor representa. Oxalá o futuro não me dê razão. Aqui estarei para dar mão à palmatória.

Portugal merecia melhor.

Ana de Sousa