Category Archives: mercado

Os quatro cavaleiros do apocalipse…

…E o quarto Cavaleiro vem da América!

Sem comentários, aqui deixo um vídeo do Jornal ” O Público”, onde  Sara Palin, candidata a Vice-Presidente dos EUA, nos deixa atónitos com as afirmações que faz.

Não faço qualificações, as que são feitas no vídeo, são suficientes!

Apenas a minha crença, de que este  MUNDO, PRECISA URGENTEMENTE, de mudar os rumos.

Esta notícia, bem que podia ilustrar as recentes propostas, para a proposta de novo modelo de avaliação dos nossos estudantes : Passagens administrativas até ao 9º ano!

Por este caminho, qualquer dia, teremos, não uma, mas muitas e muitos “Saras Palins” a dizer coisas destas!

Amen.

Ulisses Neves Pinto

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Eu quero ser optimista e acreditar que isto não passa de um sonho…

Ou será um Pesadelo!…

Sem comentários, aqui deixo uma notícia do EXPRESSO de hoje:

«Bolsas mistas, num contexto de incerteza e nervosismo
Derrocada da banca europeia continua com Islândia à beira da bancarrota

A crise juntou agora outro país à sua lista de vítimas: a Islândia está à beira da bancarrota. As bolsas mundiais estão hoje com uma tendência mista, pressionadas pela nacionalização de mais um banco na Islândia e reunião do governo britânico com os maiores bancos do país.

Anabela Campos e João Silvestre
16:15 | Terça-feira, 7 de Out de 2008
    
Islandia
Brynjar Gauti/EPA
O Governo islandês teve de nacionalizar hoje o LandsBanki, o segundo maior banco do país

A situação na Islândia começou a agravar-se depois do governo islandês ter sido obrigado a adquirir uma participação de 75% do capital do Glitnir, o terceiro maior banco do país, por 600 milhões de euros. Com isto, a moeda islandesa caiu nos mercados cambiais e o risco de incumprimento (‘default’) da dívida pública disparou.

Já hoje, o Governo islandês teve de nacionalizar o LandsBanki, o segundo maior banco do país, e as dificuldades voltaram a agravar-se. A Islândia tem uma forte ligação ao mercado monetário do euro e necessita de cerca de 10 mil milhões de euros até ao final do 2009 para alimentar o seu sistema financeiro.

Só que o banco central islandês só terá disponíveis, neste momento, cerca de metade desse valor, embora tenha anunciado que terá chegado a acordo com a Rússia para um empréstimo de quatro mil milhões de euros. Um acordo, entretanto, já desmentido pelo vice-ministro russo das Finanças, Dimitri Pankine, citado pela agência noticiosa russa Ria-Novosti.

Na prática, a Islândia é uma economia em bancarrota: as reservas de moeda estrangeira são insuficientes para fazer face aos compromissos externos do país e a capacidade de endividamento internacional está seriamente afectada pela deterioração da qualidade de crédito – quer do Estado quer das instituições.

Enquanto isso, a moeda continua a perder valor e as dívidas em divisas estrangeiras tornam-se cada vez mais difíceis de pagar.»

 

Ulisses Neves Pinto

A Responsabilidade Social Empresarial e a ética

O artigo de hoje de Sarsfield Cabral no jornal “Público” com o título “Ética e mercado” fez-me lembrar o que a propósito da Responsabilidade Social Empresarial em tempos escrevi:

“(…) Seja qual for a forma como sistematizamos esta responsabilidade das organizações perante a sociedade, parece consensual, entre os autores, que as organizações não são vista pelos públicos apenas como sistemas económicos, mas também como sistemas sociais e como tal têm responsabilidades para com a sociedade. Assim, todas as organizações são responsáveis pelos impactos que a sua actividade provoca nos cidadãos enquanto seres individualmente considerados, na sociedade e no meio ambiente.

 

Esta ideia de responsabilidade pelos impactos provocados pela acção das organizações compreende uma noção de organização como sistema composto por sub-sistemas, logo a responsabilidade pelo bem-estar financeiro, físico e psicológico dos colaboradores directos. Assim, a concretização da responsabilidade social corporativa passa pelo interior da organização: equidade nos sistemas de remuneração e benefícios entre diferentes linhas hierárquicas; equidade nas oportunidades de progressão na carreira sem diferenciação quanto ao género, idade ou deficiência; justeza face ao trabalho desenvolvido versus remuneração (aqui surge com particular relevância o uso de estagiários não remunerados); preocupação com o nível de saúde que se vive na organização (cumprindo as obrigações legais de medicina no trabalho, mas também reflectir sobre o impacto do número de horas de trabalho, stress e condições físicas de desenvolvimento desse trabalho); respeito pela noção de família dos seus colaboradores e ainda o estímulo às relações interpessoais que não se resumam ao uso dos meios electrónicos como forma de as concretizar.

Não se pretende com esta enumeração ser exaustivo nas formas de concretizar a responsabilidade social corporativa no interior das organizações, mas tão só ilustrar situações possíveis para que melhor se clarifique a ideia subjacente a este conceito.

 

O mesmo poderemos fazer em termos de responsabilidade social corporativa face ao meio que envolve a orgnização. Preocupações com o meio ambiente; respeito pelo sistema legal, como pagamento de impostos e outras contribuições sociais; gestão cuidada dos recursos do planeta; solidariedade e voluntariado; filantropia e, claro, com as grandes causas da humanidade, tão bem espelhadas na iniciativa do anterior Secretário-geral da ONU, Kofi Annan, naquilo que ficou designado por “Objectivos do milénio” ou ainda no “Global Compact”, ainda que em muitos casos se possa tão simplemente transpor para uma dimensão mais nacional estes objectivos. (…)”

 

Susana

A Vida de um TERTULIANO

Normalmente o TERTULIANO acorda cedo… uns mais cedo que outros!

Todos os TERTULIANOS que eu conheço, costumam tomar o pequeno almoço!

No meu caso acabo com um cigarrinho ( maldito vício, que não me larga!).

Depois de relaxar um pouco (alguns!) está na hora de agarrar um transporte…

Uns vão de METRO, outros vão de CARRO!

Hora de emprego… Quase sempre stressante!

…Mesmo assim, vamos arranjando algum tempo para pensar na próxima TERTÚLIA!

Tarde feita ( às vezes bem tarde!), deixamos o emprego… e, regressamos a casa!

Eu costumo ainda, ir buscar a minha filha… Quero acreditar que tem futuro!

Quando se justifica, telefonamo-nos uns aos outros ou, às vezes, ficamos por um sms ou até um email!

Quando chegamos a casa, fazemos o balanço do dia…

Será que o MUNDO ainda está na mesma? Esta é a grande pergunta… e, a DEMOCRACIA?

Um e outro andam de mãos dadas…

O mundo sem a DEMOCRACIA e a DEMOCRACIA sem o mundo não fariam muito sentido.

É por isso que ainda temos uns quantos recantos sem sentido…

Felizmente são poucos!

Depois de dar uma vista de olhos pelos jornais, de consultar uns quantos blogs e de ouvir umas quantas coisas, toca a escrever um pouco!

É precisamente o que estou a tentar fazer agora!

Não é preciso que se digam muitas coisas sérias… Disso está o mundo cheio…

É preciso sim, que, com um sorriso, possamos ser suficientemente críticos e atentos às metamorfoses do mundo… e, estas são constantes, mas nem sempre muito visíveis, nem sempre muito agradáveis!

Neste momento andamos atentos aos colapsos das ECONOMIAS…

Primeiro na América, com o chumbo do plano financeiro de BUSH… Kevin Lamarque/ReutersE, agora mais perto de nós com a queda de alguns bancos Europeus.

Os Governos da Europa, vêem-se na necessidade de intervir, por forma a evitar o pior, para evitar a falência dos seus grandes bancos… Foi o caso da Alemanha que teve de arranjar maneira para injectar 35 mil milhões de euros para salvar da falência, o Hypo Real… (Não se trata de nenhuma espécie em risco de extinção…Não navegamos no mundo da zoologia!… Os ambientalistas que me perdoem, mas antes fosse!)

…Ou da Inglaterra, que teve de intervir com fundos públicos para salvar os seus grandes bancos!

…Já falei da Bélgica?… Então, não era para esquecer!

Já se fala, no fim de uma economia de mercado tal como a conhecemos…É no fundo a tal crise do “free of choice”, ou se quisermos, numa linguagem mais mundana, a falência das ideias neoliberais

Eu nunca dei muito pelos neoliberais…Esta, para mim, era já, uma crise anunciada…

A minha preocupação é outra… A minha preocupação é a DEMOCRACIA QUE FUTURO

…A minha preocupação são as pessoas!

O capitalismo desregrado, sem reguladores externos, está a mostrar os efeitos de ter levado as economias aos limites – com a crise do petróleo e da política de preços dos combustíveis, parece-me que estes limites foram claramente ultrapassados!- das equações deterministas…

Parece-me que é dado assente, que o que funciona equilibradamente dentro de determinados universos e com um conjunto definido de variáveis, acaba por falhar se alterarmos significativamente os valores dessas mesmas variáveis…

A Natureza, incluindo a natureza humana, não é como pensamos, naturalmente equilibrada e ordenada… Um conjunto de variáveis definidas, não se traduzem necessáriamente num conjunto pré-determinado de resultados.

Estas variáveis são, mais ou menos, afectadas por um universo de pequenas variáveis, muitas das vezes, inquantificáveis, que acabam por afectar resultados e traduzir comportamentos desajustados com o esperado…

Não sei, se as economias tradicionais vão encontrar nos seus manuais, soluções para o problema que têm nas mãos!

…Já não tenho dúvidas, que deram conta do erro!

Há uns dias atrás, alguém de quem prezo muito a opinião, recordava-me os últimos  94 anos da história da EUROPA…

Dizia-me ele,que temos já os ingredientes todos… O que será que pode vir então a ser cozinhado?

Não quero assustar, nem assustar-me…Mas que o momento é de reflexão profunda, disso não tenhamos dúvidas!

Já se ouvem uns rumores

Os adversários da DEMOCRACIA , andam, perigosamente, a organizar-se por esta EUROPA.

Reflectir sobre estas matérias, torna-se um exercício importante para cada um de nós, enquanto CIDADÃOS!

Entretanto, nós por cá, insistimos na calma e, na ideia, de que tudo isto são coisas dos outros (dos “abroad”)…

…Se ficarmos sossegados e caladinhos, pode ser que a crise nos passe ao lado!

Eu até gostava de acreditar…Mas será mesmo assim?

Ulisses Neves Pinto