Viva a Primavera

Neste tempo de Primavera que já estamos a viver, é bom lembrar os outros povos que desesperadamente querem a Paz. Lembro os japoneses, os líbios e tantos outros.

Era bom que em cada dia, em vez de criticar, reinvindicar, voltassemos a usar o verbo agradecer.

Sim, seria bom e desejável que mesmo no meio de tantas carências fossemos capazes de agradecer a Paz que temos.

No passado, os cristãos agradeciam o pão que iam comer, antes de cada refeição. Saibamos agradecer o clima e a Paz que, ainda, temos.

Viva o Sol, o Mar.  Viva a Primavera.

Ana de Sousa

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Regresso

Após um prolongado período de ausência de notícias, espero e desejo retomar este espaço para partilhar convosco as minhas alegrias e apreensões.

Ana de Sousa

8 de Março – Dia Internacional da Mulher

Neste dia quero lembrar as mulheres que nada têm: emprego, dignidade, igualdade, liberdade. Apesar de ser a centêsima vez que se festeja este evento, ainda, há muito para fazer.

Contudo, não posso deixar de lamentar as mulheres, que tendo tudo: emprego, igualdade, liberdade, não conseguem perceber a importância de ser Mulher.

Neste dia, façamos um esforço para pensar na condição da mulher e, do que cada uma poderá fazer para a melhorar.

Ana de Sousa

17 de Outubro – Dia Internacional para Erradicação da Pobreza

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, foi instituído em 22 de Dezembro de 1992 pela Organização das Nações Unidas, e é comemorado, anualmente, a 17 de Outubro. Destina-se a incentivar o esforço de todos os países em programas comuns de debate e na busca de soluções sobre este problema que tem dimensão mundial.

Apesar dos 18 anos desta instituição – Dia Internacional -, e dos esforços desenvolvidos, continua a ser grave o problema que afecta milhões de pessoas em todo o Mundo, cuja solução é condição básica para a promoção do desenvolvimento sustentável.
É urgente ampliar e incentivar as acções junto das nações menos desenvolvidas e das populações mais carenciadas, independentemente da sua localização ou condição geográfica.

O desenvolvimento sustentável assente em três pilares fundamentais: o pilar económico, o pilar ambiental e o pilar social, procura satisfazer as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

Em Portugal, segundo os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), realizado em 2009 (INE), incidindo sobre rendimentos de 2008, a população residente em situação de risco de pobreza era de 17,9%.
De acordo com o mesmo inquérito, o rendimento dos 20% da população com maior rendimento era 6 vezes o rendimento dos 20% da população com menor rendimento.

Dá que pensar.

Ana de Sousa

Dona Branca

Em 1890, o ultimato inglês foi a inspiração para Alfredo Keil que deu voz à indignação geral compor “A Portuguesa”. O poema Heróis do Mar foi escrito para esta música por Henrique Lopes de Mendonça, tornando-se popular em todo o país e vindo a ser adoptada pela Assembleia Constituinte como hino nacional da República Portuguesa em 1911.

Alfredo Keil nasceu em Lisboa no dia 3 de Julho de 1850. O pai, João Cristiano Keil, era alemão e tinha-se instalado em Portugal ainda solteiro, em 1838, tornando-se um dos alfaiates mais famosos daquele tempo, casou com uma rapariga de origem alemã, Maria Josefina Stellflug.

Alfredo desde pequeno mostrou ter muito talento para o desenho e para a música, faz a primeira composição musical aos 12 anos: Pensée Musicalé. Após terminar o liceu vai estudar Artes para a cidade de Nuremberga, na Alemanha, onde estudou desenho na Academia dirigida pelo pintor Kremling e música com o célebre Kaulbach. A par da actividade como pintor também se dedicou à música.

Em 1883, estreou-se com a ópera cómica Susana, no ano seguinte a sua cantata Patrie foi executada no Coliseu. Nesta área Alfredo Keil teve sucesso, as suas músicas, sobretudo as óperas, foram apresentadas nos teatros mais importantes, do Brasil, de Itália e de Portugal, tendo mesmo feito apresentações para o rei D. Luís.

Dona Branca, estreou mundialmente no Teatro de São Carlos, em 1888. É uma ópera de quatro actos com libreto de César Féréal baseada no poema com o mesmo nome de Almeida Garrett. O enredo romântico passa-se na altura da reconquista do Algarve aos mouros durante o século XIII e narra o encontro entre a princesa filha de D. Afonso III, destinada a uma vida religiosa, e o rei mouro Aben-Afan. Este é ferido nos combates com os cristãos e morre nos braços da amada, que decide lançar-se nas chamas do Alcácer de Silves. Em 2010, integrada nas comemorações do centenário da República, tornou-se possível voltar a ver em récita a obra de Keil, com a lituana Ausrine Stundyte no papel da infanta D. Branca, o inglês John Hudson no papel de Aben-Afan, rei do Algarve, e os portugueses Luís Rodrigues no papel de Adaour, confidente daquele, e Maria Luísa de Freitas no papel de fada.

Uma excelente obra e uma excelente interpretação.

Ana de Sousa

A ética

O artigo, de ontem, de Anselmo Borges (teólogo) publicado no Diário de Notícias aborda a ética de duas formas distintas, uma aplicada na defesa dos meus interesses pessoais e a outra que defende / salvaguarda os interesses colectivos e que vão no sentido do bem comum. Se a última fosse utilizada / praticada pelo universo dos cidadãos se calhar os políticos e a justiça não seriam necessários, pois todos pagavam impostos, ninguém matava, etc, etc. Tudo estaria de acordo com as normas, legislação, bom senso, solidaridade.

Acontece, que em relação aos outros nós somos muito exigentes, mas quando chega a nossa vez onde nos colocamos? Transgredimos quase sempre só se não for possível, até nos gestos mais elementares, por exemplo esperar numa fila, respeitar a velocidade e as taxas de alcool no sangue. E, mais grave, ainda, é que quando há um problema a culpa é sempre “deles”, nunca nossa.

Sabemos todos que a Democracia é jovem, tem 36 anos, mas se não começarmos a interiozar e a fazer o que nos compete, acredito que virão tempos mais difíceis, sem ética. Para vivermos bem não vale tudo, isto não é uma selva. A prová-lo temos a crise financeira mundial, onde a ética colectiva não esteve presente, mas sim o lucro imediato e pessoal.

Como nas nossas casas, os tempos difíceis devem servir para reflectirmos sobre o que está mal e, vermos onde podemos mudar. Enterrar a cabeça na areia ou atribuir as culpas aos outros é que NÃO.

Ana de Sousa

U2 – Magnificent

I was born
I was born to be with you
In this space and time
After that and ever after I haven’t had a clue
Only to break rhyme
This foolishness can leave a heart black and blue

Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar

I was born
I was born to sing for you
I didn’t have a choice but to lift you up
And sing whatever song you wanted me to
I give you back my voice
From the womb my first cry, it was a joyful noise

Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar

Justified till we die, you and I will magnify
The magnificent
Magnificent

Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love unites our hearts

Justified till we die, you and I will magnify
The magnificent
Magnificent
Magnificent

Não podendo estar em Coimbra, juntamo-nos aos milhares que para lá caminham. Os U2 são sempre algo de diferente a ouvir, mais não seja pelo trabalho do BONO na defesa de grandes causas.

A música pode ser uma “arma”.

Ana de Sousa